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No Palácio Dançante...
— Que chique! Você já pensou em trabalhar na rádio? — Mirtes responde a Lourival:
— Já! Mas eu queria mesmo era apresentar o musical da dona Cunegundes no Teatro Municipal.
— A ideia não é ruim. — Eles escutam o estouro vindo da rua.
— O que foi isso? — Os dois saem na rua. E um dos postes de luz está pegando fogo. — Vou ligar para os bombeiros. — Mirtes volta para o Dancing e liga para os bombeiros.
Minutos depois
Na Confeitaria...
— Estou muito feliz que vocês estão comprando a confeitaria.
— Também estou muito feliz. Eu posso fazer uma alteração?
— Claro, Quitéria!
— Professor, eu queria que a confeitaria se chamasse: Grandiosa.
— Que belo nome, Quitéria!
No Hospital
— Lilly, o que a traz aqui?
— Uma cólica terrível. O senhor pode me dar aquele remédio que vai na veia?
— Vou lhe examinar primeiro.
Na delegacia...
— Simba!
— Oi, Padrinho! O Candinho me adotou.
— Fico feliz que um homem bom lhe adotou.
— O doutor Araújo veio falar com o Celso e me trouxe. Pediu para lhe entregar isso. — Simba entrega uma carta para Ernesto.
— Caro Ernesto,
espero que você esteja bem. Soube que encontrastes o seu padrinho e herdastes a rádio Paraizo. Hoje que recebi suas cartas. Eu fui em uma missão para Amazônia. Não sei se a Zulma recebeu minha última carta. Voltei há algumas semanas. Passei na pensão que morava recebi suas cartas pedindo um advogado. E recebi um telegrama dizendo que a Zulma faleceu. Participei da missa de sétimo dia. Perguntei pra a Zenaide onde você estava. Se você está recebendo esta carta é porque consegui um advogado para você.
Assim que conseguir um emprego em São Paulo eu vou lhe procurar. Um abraço fraterno.
Eduardo Dias
— Ele é médico?
— Sim. Se existe algo bom na minha vida... é ter ajudado meu irmão a estudar para ser médico. Ele foi médico lá no Rio de Janeiro. Conheceu uma cantora se apaixonou. Não deu certo. Ele foi pra essa missão e perdemos o contato. Mesmo assim mandei cartas. Simba, ame seus novos irmãos!
No Hospital...
— Vai demorar uma meia hora esse soro.
— Obrigada, Magali. — Eduardo entra na enfermaria. Olha Lilly e pergunta:
— O que aconteceu?
— Estou bem. Aquele problema de sempre. Está trabalhando em São Paulo?
— Comecei hoje. Doutor Túlio está me ajudando.
— Bem vindo de volta!
— Obrigado.
Na Fábrica de Biscoitos...
— Pelo que entendi a fábrica está muito bem, Candinho.
— Que bom, Haidê. Mas eu vou poder continuá cuidando da fábrica?
— Vai sim. Mas o Policarpo ainda está atrelado a fábrica.
— O doutô Araújo disse que vai resolver isso. Eu queria fazer a fábrica vender pipocas também.
— Uma ideia interessante.
Na Rádio Paraizo...
— Margarida, você quer que eu faça a próxima mocinha?
— Sim, Olympia.
— E as mulheres fortes que você escreve?
— Essa ela vai ficando forte conforme ela vai vivendo.
— No começo ela é a donzela indefesa.
— Exato!
— Margarida, você me surpreende. Gostei! — Tales entra na sala.
— Dona Margarida, chegou esse envelope para a senhora.
— Obrigada, Tales. — Ela abre o envelope. — Outra rádio novela.
— Por que as pessoas não querem assinar os textos?
— Olympia, são mulheres que por algum motivo não podem assinar.
— O bom é que elas escrevem parecido contigo.
— Sim. Talvez nem seja o estilo delas, mas foi a melhor forma que elas encontraram.
— Com o falecido autor acontecia a mesma coisa.
No Palácio Dançante...
— Lourival, pode ser daqui quinze dias?
— Perfeito, Vermelho! Muito obrigado.
— Por nada. — Lourival saí.
— Vermelho, os bombeiros resolveram tudo bem rápido.
— Sim. Mirtes, você não gostaria de ir na confeitaria comigo?
— Claro!
Minutos depois
Na Confeitaria...
— Vermelho, olha esse bolo!
— Por favor, duas fatias desse bolo e dois cafés. — Os dois vão para uma mesa aguardar o pedido.
— Por que desse convite?
— Mirtes, eu queria continuar o assunto antes do Lourival nos interromper.
— A moça que você gosta. Como ela é?
— Linda! A moça mais bonita que já vi. Determinada, doce e caridosa. — A garçonete traz o pedido.
— E por que não se declarou para ela?
— Ela tinha um namorado.
— Ah! E agora?
— Ela não tem mais. Mirtes, eu gosto de você.
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