Capítulo Anterior: https://fanficsenovelas.blogspot.com/2026/05/heranca-de-amor-2-capitulo-12.html
Na Igreja...
— Então pra quem?
— Para minha irmã, a Mafalda.
— Aquela que fugiu com o ex-noivo?
— Ela mesmo. Ela teve filhos com ele. E precisava de dinheiro para ir ao Uruguai se casar com ele e garantir a segurança dos filhos.
— Entendi. Você deve contar isso para a sua mãe e pedir o perdão dela.
— Quantas ave marias tenho que rezar?
— Sua penitência é contar a verdade para a sua mãe.
Na Pensão de Margarida...
— Lilly, foi você que escreveu um médico apaixonado?
— Foi. Deu para perceber?
— Sim, você escreveu a história do Túlio e da Estela.
— Não dá para colocar na rádio, não é?
— Dá sim. Mas eu preciso da autorização dos dois.
— Eu mando uma carta para ela.
— Você acha mesmo que um amor se sustentaria sete anos por uma separação?
— Ele fica guardado. Não dá para se exigir uma fidelidade ou uma paixão. Mas o que foi vivido fica guardado. A senhora não lembra do que sentiu pelo seu falecido marido?
— Lembro. Se ele estivesse vivo...
Na Rádio Paraizo...
— Professor Miguel, dá onde o senhor tirou essas contas?
— Eu mesmo as fiz. Lilly, tinha umas revistas técnicas que ela trouxe do navio e ela ia jogá-las fora quando se mudou para pensão. Foi delas que tirei esses números.
— Eu vou conversar com os patrocinadores. Professor, se eles aceitarem. O senhor será o contador da TV Paraizo.
— Obrigado pela confiança, doutor Lúcio!
Seis meses depois...
Na TV Paraizo
— Boa noite, Telespectadores! Eu tenho a honra de inaugurar a Rede de Televisão Paraizo com transmissão para todo o sudeste brasileiro.
Dias depois...
Na Pensão
— Candinho, quero pedir a mão de Lilly em casamento.
— Ô rapaz, se ela gosta ducê. Eu não vou me opor. Doutô Eduardo, eu acredito muito no amor. E se tem amor se tem felicidade. Faça a Lilly feliz. E lembre: tudo o que acontece de ruim na vida da gente é para meiorá.
— Obrigado. Vou fazê-la feliz. E construir uma família no amor. — Dona Margarida diz:
— Os noivos podem se beijar. — Lilly e Eduardo se beijam.
Na casa de Zenaide e Sabiá...
— Olha esse caso. Um homem morre misteriosamente uma semana após o casamento.
— Ele era rico?
— Sim. Dono de uma grande loja no centro da cidade.
— Ele pode ter sido envenenado.
— Envenenado?!
— Sabiá, lembra aqueles livros que a Lilly trouxe da casa de Ernesto?
— Lembro, inclusive estou lendo O conde de Monte Cristo.
— Dentre eles veio um livro sobre venenos. Eu escondi para o Cadu não ter acesso. Vou buscar. — Zenaide busca o livro. — Aqui está.
— Essa página marcada aqui. — Ele abre e lê. — Ela ia usar esse veneno para matar o Ernesto. Pera! — Ele lê mais um pouco. — Pode ter sido esse veneno mesmo.
— Como era o nome daquela portuguesa que andava com a Sandra?
No Sítio Dom Pedro II...
— Quinzinho, consegui a verba para montar o posto médico.
— Cunegundes, que bom. Vai ser um progresso para Piracema.
— Quinzinho, eu nunca me imaginei na política.
— Nem eu! Paixão, você não vai perdoar o Quincas?
— Eu perdoei. Se a Mafalda tivesse me pedido eu teria dado. Mas o que eu queria mesmo era vê-la.
— Eu também queria. Conhecer meus netos.
No chiqueiro...
— Eles precisam ficar perto da mãe deles. Maroca, os animais também precisam de carinho. Principalmente os filhotinhos.
— Pai, posso dar nome para os porquinhos?
— Pode!
— A porquinha vou chamar de Maroquinha, o porquinho com a mancha preta Manchinha, o porquinho mais clarinho Heitor, aquele que não para de Prático e o quietinho de Cícero. E o que morreu de Saudoso.
No quarto de Jocastra...
— Maria Pureza, eu me decidi. Vou ficar com o seu pai. Mesmo ele ainda sendo casado com a sua mãe.
— Dona Jocastra, eu vou dizer uma coisa pra sinhora. Eu não sei mais em quem acreditar. Minha mãe vai simbora e não manda nem uma carta. Meu pai diz que ela morreu. Minha irmã mais velha foge de casa. E ninguém fala nada sobre ela. Só que ela se perdeu. Meu pai sempre muito bravo.
— Filha, seu pai teve que criar ucê e a Maria Divina sozinho. Perdoa os erros dele.
No quarto de Maria Divina...
— Mãe, chegou essa carta para a senhora. — Aladim entrega a carta para Maria Divina.
— Obrigada, fio. — Ela lê o envelope. E guarda em uma caixa.
— De quem é?
— Da minha irmã, Maria Misericórdia.
— A senhora não lê as cartas dela.
— Não tenho coragem.
— E se ela estiver contando algo grave?
— Esse é meu medo. Se você quiser pode ler.
Minutos depois...
— Tem certeza, Aladim?
— Tenho, Pureza. — Ela pega a caixa. Abre todos os envelopes para saber qual é o primeiro. Ela e Aladim leem todas as cartas desde 1950 até esta última de 1955.
No Palácio Dançante...
— Lourival, você está nos convidando para dançar na TV?
— Sim. Eu tenho uma participação. E posso promover alguns programas.
— Eu não consigo comprar nem o aparelho de tão caro, mas vou poder estar do outro lado da tela.
— Mirtes, Francine e Vermelho, eu quero fazer grandes apresentações musicais na TV.
— Lourival, vai ser um máximo.
— Eu gostaria mesmo de promover um festival...
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