sexta-feira, 3 de julho de 2026

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Herança de Amor 2 - Capítulo 16

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Na pensão de dona Margarida...

— O que foi Sônia?

— Dona Margarida, estou passando muito mal.

— Estás grávida?

— Estou. Por isso vamos mudar.

— Sônia, parabéns!!!

— Obrigada.


Na Confeitaria...

— Lilly, eu preciso te contar uma coisa.

— Pode falar, mãe.

— Esse é o endereço do seu pai. — Ela entrega um cartão postal para Lilly.


Na Prisão...

— Ernesto e Celso, hoje vocês serão transferidos para a casa de detenção.

— Delegado, obrigado por tudo.


Na Casa de Detenção...

— Sandra, visita para você.

— O que você está fazendo aqui? Veio me roubar as joias de titia?

— Não. Você me deixou na Bolívia com o Matheus e sumiu. Deixei o menino com a sua irmã.

— Eu não sirvo para ser mãe. Nem a baronesa.

— Que baronesa?

— Ela. — Sandra aponta para a parede. — Ela disse que você não gosta dela. Por que ela é parecida comigo.

— Você está igual a Chavela.

— Aquela sua vizinha na Bolívia?

— Ela mesma.


Na Fábrica...

— Policarpo, você vai ser garoto propaganda. Quer dizer burro propaganda das chocolates Bombom. — Ele responde que gostou. — Sabia que você ia gostar.


Semanas depois...

No Palácio Dançante 

— Lilly, eu fico muito feliz por ter sido convidada para o casamento.

— Dona Eponina, a senhora sempre me tratou tão bem.

— Agora que você sabe a verdade. Pode me chamar de tia.

— Tia Eponina! — As duas se abraçam.


— Engenheiro Pandolfo, que prazer conhecê-lo.

— Professor Asdrúbal, muito obrigado.


— Doutor Eduardo, gostaria de ter lhe conhecido antes.

— Meu sogro, eu também. Eu prometo que vou cuidar muito bem da sua filha.

— Eu estou apostando nisso. É a minha única filha. 


No dia seguinte...

— Dona Cunegundes, a senhora tem mesmo que ir?

— Tenho Franjinha. Vender o dancing para a televisão foi um grande negócio. E quer saber de um negócio?

— Sim.

— Eu nasci para ser prefeita. Quando nós fazemos o que gostamos não ficamos amargurados. A amargura desperta a nossa pior versão.

— Vamos espantar a amargura cantando?

— Vamos cantar a música do meu musical.


Na loja de Haydée...

— A senhorita está brincando de modelo?

— Estou. Mas nessas revistas não tem modelos negras.

— E nem pobres. Yasmin, quando eu era pequena eu queria ser modelo igual a das revistas.

— Mafalda, por que desistiu?

— Minha tia dizia que eu não tinha altura. Claro! Eu era criança. E depois passou o sonho.

— Por que não tenta agora?

— Agora eu tenho meus filhos para cuidar. — Haydée estava ouvindo a conversa das duas:

— Mafalda, você pode ser modelo da minha loja.

— Da loja?

— Sim. Estava falando com o Tales. De fazer uma propaganda da loja na televisão.

— Eu na televisão?

— Sim.

— Mamãe, posso ver a gravação?

— Claro! Meu amor.


Na TV Paraizo...

— Tales, eu fiz as contas. Esse é o valor por um minuto de comercial.

— Miguel, é um valor...

— Tales, o seu Tunico da Chocolates Bombom queria pagar muito mais.

— Miguel, é melhor eu deixar a parte financeira contigo.


Uma semana depois

Na Rádio Paraizo...

— Notícia de última hora. Juscelino Kubitschek foi eleito presidente do Brasil.


Próximo capítulo:

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