segunda-feira, 7 de setembro de 2026

<< Capítulo 13 No sonho de Nôra... — Comadre! — Ô Cecília! O que aconteceu? Faz tempo que não sonho contigo. — Eu trouxe o chá de aqui...

Na Velocidade do Amor - capítulo 14

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No sonho de Nôra...

— Comadre!

— Ô Cecília! O que aconteceu? Faz tempo que não sonho contigo.

— Eu trouxe o chá de aquieta o coração. — Ela entrega o chá para Nôra.

— Eu não tenho a receita desse chá. Você me trouxe uma notícia ruim.

— Sim. Nôra, nesta noite a sua filha faleceu. Ela estava vindo com o Xavier para Bom Retorno. Eles viriam para falar com Verônica. O carro escorregou e bateu em um caminhão. Eles morreram na hora. As últimas palavras que ela disse foram: "Mãe e filha, eu amo vocês. Me perdoem!"

— Claro que te perdôo, minha filha! — As duas choram. Cecília espera Nôra tomar o chá. Entre goles e soluços de choro.

— Comadre, a Leocádia e Rosalva estão tentando te acordar. Você precisa encontrar a Cinara.

— Obrigada, Cecília. — Nôra acorda.


Na casa de Nôra...

— Leocádia, mexe nela! 

— Rosalva, estou com medo. 

— Medo de quê? Eu já acordei. O que vocês vieram aqui tão cedo.

— Nôra, senta direitinho. — Nôra se ajeita na cama. — Nôra, a sua filha, a mãe da Cinara. — Leocádia interrompe Rosalva.

— Foi morar no Céu. 

— Leocádia, isso é jeito de...

— Deixa Rosalva! Eu preciso achar a Cinara. Deixa me arrumar. — As duas saem da casa de Nôra e encontram Palhares estacionando a caminhonete.

— Bom dia!

— Bom dia! Minha vó está?

— Está sim. — Cinara entra na casa muito rápido.


No apartamento de Agrado...

— Renan, eu preciso de sua ajuda.

— Claro! Em que posso ser útil, irmão?

— Eu não sei falar inglês. Você pode traduzir a conversa se eu conseguir ligar para o meu vô?

— Sim!


Na casa de Naiane...

— O que vocês acharam?

— Top!

— Massa!

— Bonequinha, você não falou que ia parar com as dancinhas de Internet?

— Mammis, é a música do Renan. Eu preciso ajudar ele a ganhar seguidores. 

— Entendi. Bonequinha, meninos, eu vou no médico.

— Está tudo bem, dona Zilá?

— Gael, eu ando meia enjoada. O Ruaney vai comigo no médico. — Zilá sai. 

— Naiane, acho que sua mãe está grávida.

— Será Steban?! Se a Cláudia Raia engravidou depois dos 40, por que a mamis não poderia, né? — Naiane olha os comentários. — Gente só as adolescentes comentando. Elas adoram a música do Renan.


No Zuzanete...

— Gostei desse drink especial.

— Obrigado.

— Zeca, a conversa foi muito agradável, mas preciso voltar. Semana que vem lhe espero no restaurante que eu trabalho, nesse mesmo horário.

— Claro! Estarei lá! Eu lhe acompanho até a porta. 


— Zuzu, parece que deu certo?

— É Alaor, parece que finalmente 2027 começou. — Janete entra com cara de assustada:

— Vocês ouviram a rádio?

— Não!

— A filha da Nôra faleceu em um acidente.


No apartamento da Agrado...

— Bye! — João Raul desliga o celular. — Foi curtinha, mas conheci minha avó.

— Tem certeza! Que você quer casar com a Agrado em Las Vegas sem familiares presentes?

— Agora não tenho mais. 


Na Estrela do Cerrado...

— Ricardo, acho que o Palhares não volta mais.

— Ele ia apresentar o Palhinha Sertaneja. 

— Se precisar eu faço, mas seria melhor uma reprise.

— Eu vou falar com o Djalma. Lorena, você quer almoçar comigo no Zuzanete?

— Claro! É sempre bom ter companhia.


No Valmirene...

— Osmar, você está tão quieto.

— Rosinha, meu pai foi preso. Justamente por matar o Xavier. Mas se o Xavier morreu nesse acidente que falou na rádio e no Close da Talita. O que acontece com meu pai? Minha mãe deu a notícia com uma seriedade. Que parece que não muda nada.

— Sua mãe é a Lorena Prado.

— Sim. É o nome artístico dela. Prado é o sobrenome da bisavó dela.


No Romântica...

— Eu acho que a Janete devia fazer a participação especial dessa música.

— Eu acho que devia ser a Ana Castela.

— Mas Jacutinga, é uma música sobre mãe.

— Leandro, a Janete não é conhecida.

— Mas é a mãe da Agrado.

— Mas é a música de trabalho precisa ser alguém famoso. Pode ser a Paula Fernandes, já pensou? — Lilly interrompe:

— Senhores, eu quero ouvir a opinião da Agrado.

— Obrigada, Lilly. Eu gostei da ideia de cantar com a minha mãe.

— Então podemos fazer um EP com essa música e lançar em maio. E fazemos uma outra música de trabalho para o álbum. 

— Gostei!

— Lilly, você vai empresariar a Agrado também?

— Quando vence o contrato com a Ruaney Music?

— Semana que vem. Mas, e se você trabalhasse na empresa no lugar do Ruaney?

— O Ruaney saiu da Ruaney Music?


No IML...

— Aqui estão as coisas da vítima. Quem entrará para o reconhecimento? — Ele entrega um plástico com os pertences de Daniela. 

— Eu vou.

— Tem certeza, vó?

— Tenho. — Nôra e o funcionário entram. 

— Palhares, essa bonequinha era minha. Eu achei que tinha perdido.

— Cinara, ela nunca se esqueceu de você. — Ela abraça Palhares e chora.


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