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A família Cão e o anjo gato
Um dia Hoje de manhã Escutei um barulho estranhei Nenhuma gente sã Seria capaz de fazê-lo em seu rebanho Um barulho diferente Sem rumo, sem descendente Que surgiu de repente De alguém que não sabe o que sente Se é dor? Se é amor? Se é rancor? Se é horror? Nem um detetive Seria capaz De resolver sem limite Resolver com paz O barulho era irritante Sem fim próprio Era ignorante Era ilógico Quem resolveria Tal mistério? Quem se envolveria Em um cemitério? O barulho vinha de lá Do cemitério Não se sabe o que há Em um mistério De repente todos estavam Na porta do cemitério. Curiosos! Me empurraram Ociosos Mandaram eu ir Eu segui o barulho Ao ver e ouvir Com muito orgulho Salvei o gatinho Que estava escondidinho Chorando de medo Desde cedo Do cachorro Do coveiro O choro Daquele gato meigo Ficou comigo E me deixou feliz Virou meu amigo E nunca me deixou infeliz
Um dia diferente
Um dia medonho
Um dia incandescente
Cheio de mistérios
E sons
Eu estava no cemitério
Com meu gato o Mon
Passeando
Ele adora lá
Conversando
Sobre lá
Dissemos: "Bom dia!"
Ao Sol
Ao Dia
A dona Sol
A vendedora de flores
Que ilustram
Amores
Apaixonam
As namoradas
Agradam aos mortos
As tumbas ficam enfeitadas
E os ramos tortos
Mas eu e Mon
Ouvimos um ruído
Vindo do ... Porão?!
Ops! Um ruído
No porão do cemitério
Cemitério não tem porão
Que mistério!!!
Não?!
Tem o arquivo
Cheio de nomes
De mortos não vivos
E sobrenomes
Esquisitos e medonhos
"E aí seu Almeida
Podemos entrar no arquivo estranho?"
"Mas não com o Oliveira."
"Que Oliveira?"
"O gato"
"Não seu Almeida
Mon que é o nome do gato."
Então entrei
E os ruídos aumentaram
Vi ... achei
Sei lá um colar amm...
Abri
A primeira gaveta
O som aumentou ali
Uma barata, uma teia
Ah! Meu Deus!
Um pobre filhote de cão
Oh! Céus!
Uma família cão
"Seu Almeida venha cá" - disse eu
-"Olha!"
"É meu ...
Bolha!"
"Como?"
"Meus cães
A Bolha e o Omo"
"Seus cães?"
"Sim eles mesmos"
"Pelo menos os achou"
"Miau" - disse o gato - querendo dizer (são cachorros mesmos)
"Adeus seu Almeida ainda bem que os achou"
Disse eu
Fui para casa
Dei leite e bolachinha de aveia com mel
Para Mon e projetei nele uma asa
"Mon, você foi o anjo que caiu do céu."
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Hoje de manhã
Escutei um barulho estranhei
Nenhuma gente sã
Seria capaz de fazê-lo em seu rebanho
Um barulho diferente
Sem rumo, sem descendente
Que surgiu de repente
De alguém que não sabe o que sente
Se é dor?
Se é amor?
Se é rancor?
Se é horror?
Nem um detetive
Seria capaz
De resolver sem limite
Resolver com paz
O barulho era irritante
Sem fim próprio
Era ignorante
Era ilógico
Quem resolveria
Tal mistério?
Quem se envolveria
Em um cemitério?
O barulho vinha de lá
Do cemitério
Não se sabe o que há
Em um mistério
De repente todos estavam
Na porta do cemitério. Curiosos!
Me empurraram
Ociosos
Mandaram eu ir
Eu segui o barulho
Ao ver e ouvir
Com muito orgulho
Salvei o gatinho
Que estava escondidinho
Chorando de medo
Desde cedo
Do cachorro
Do coveiro
O choro
Daquele gato meigo
Ficou comigo
E me deixou feliz
Virou meu amigo
E nunca me deixou infeliz
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No Restaurante...
— Mãe! Mãe! Mãe!
— Julinho, o que foi?
— Aluguei a casa aqui do lado.
— Que bom! Sua avó está aflita que esse casamento não saí.
No Armazém...
— João, obrigado por trazer a Aninha.
— Por nada, Ademar. Até amanhã!
— O senhor e a mamãe foram ao médico.
— Fomos. Ela está muito triste.
— Posso levar essa caixa de bombons para ela?
— Pode. Amanhã vamos no orfanato de Imperatriz. Você quer ir conosco?
— Claro. Mas amanhã é a primeira confissão.
— Vamos depois. — Aninha entra e entrega a caixa para Ione.
— Obrigada, filha. Você vale por muitos filhos. Obrigada, por ser minha filha. — E as duas se abraçam.
Na Mansão Rubião...
— Rita, o que você está pensando?
— Marcelino, seu Turíbio me pediu perdão. E disse que encomendou meu vestido de noiva para a dona Vânia. Mas eu comecei a namorar o promotor a tão pouco tempo. Estou bem confusa.
— Estranho, mesmo. Amanhã vou ser crismado.
— Você não recebeu junto com o batismo quando bebê?
— Os padres acharam melhor me crismar quando a minha mãe voltasse.
— Entendi. Quem vai ser seu padrinho?
— Dom Vitório. — Lucas entra.
— Achei que seria eu.
— Tio Lucas!
— Ouvi o que vocês disseram. Seu Turíbio tem uma dívida com sua mãe. Não se preocupe em entender. Já que não posso ser seu padrinho, quero ser do nenê.
No dia seguinte...
Na Igreja
As crianças ficam na fila. E uma a uma vão se confessar com o frei Severo. Eles fazem a sua profissão de fé. Tobias é batizado e crismado e Marcelino é crismado. Pelas mãos de Dom Vitório. Tobias foi batizado por Marê e Orlando.
Horas depois...
No orfanato
— Vocês duas querem conhecer as crianças. Vou explicar os procedimentos pro seu Ademar.
— Nossa, mãe. É um bebê mais fofinho que o outro.
— Eu lembro de você pequenina. — Ione deixa as lágrimas rolarem.
— Mãe, olha a sala de brinquedos deles. Mas bebês brincam com eles?
— São das crianças, maiores. — As crianças entram na sala. E convidam Aninha para brincar.
— Mas Aninha se encanta com uma menina que estava sozinha no canto da sala com uma boneca. Ademar e a Irmã voltam.
— Irmã, o que aquela menina tem?
— Ela não consegue andar. O médico acha que ela teve poliomielite.
— Ione, o que você está pensando?
— Ela precisa de uma cadeira de rodas.
— Infelizmente ainda não temos como comprar.
No Hotel...
— Senhor Baltazar e dona Clara, vou acompanhá-los. — Seu Popó reconhece os dois.
— Vocês?!
— Calma, podemos conversar. — Os três vão para o quarto. — Nós perdemos a memória. Eu preciso fazer o que meu chefe pediu e então vamos a polícia. Mas eu preciso falar com a minha mãe.
— Eu vou chamá-la, mas não saiam daqui. — Seu Popó vai até a prefeitura e volta com dona Cândida.
— Gaspar! Como você faz uma coisas dessas!
— Eu estou sem memória. Um investigador que conseguiu apurar algumas coisas.
— E ele disse a lista de coisas horríveis que vocês fizeram?
— Sim! Mas a Clara está grávida. Nós só vamos nos entregar se tivermos certeza que você vai cuidar do bebê.
— Cuido. Mas você tem outro bebê para cuidar.
Duas semanas depois...
Na Igreja
Julinho e Sônia se casam.
No Fórum...
Ciro e Nívea se divorciam.
No Hotel...
— Gaspar, acho que encerramos o negócio com Don Herrera.
— Claro! Seu Rubião, muito obrigado.
— Agora procure o Lucas na delegacia. Resolva a sua situação.
Na Prefeitura...
— Seu Odilon, você acha que isso tem solução?
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No Restaurante...
— Mãe! Mãe! Mãe!
— Julinho, o que foi?
— Aluguei a casa aqui do lado.
— Que bom! Sua avó está aflita que esse casamento não saí.
No Armazém...
— João, obrigado por trazer a Aninha.
— Por nada, Ademar. Até amanhã!
— O senhor e a mamãe foram ao médico.
— Fomos. Ela está muito triste.
— Posso levar essa caixa de bombons para ela?
— Pode. Amanhã vamos no orfanato de Imperatriz. Você quer ir conosco?
— Claro. Mas amanhã é a primeira confissão.
— Vamos depois. — Aninha entra e entrega a caixa para Ione.
— Obrigada, filha. Você vale por muitos filhos. Obrigada, por ser minha filha. — E as duas se abraçam.
Na Casa de Nívea...
— Ciro, o que você faz aqui?
— Eu vim pedir perdão para vocês. — Ciro fala o que ele disse para o frei Severo. — Vocês me perdoam.
— Claro. Eu te perdoo, Ciro. Vou conversar com o Dom Vitório também. Vamos precisar de um advogado?
— Conversei com o promotor, ele disse que se estivermos de acordo. Uma conversa com o juiz resolve. Mas se você quiser consultar um advogado...
— Eu também de perdoo. O senhor quer ser meu padrinho de crisma?
— Obrigado, Tobias. Padrinho?
— Lhe chamei tantos anos de pai. Meu batizado e crisma é amanhã.
— Claro, eu aceito.
— Eu também lhe perdoo, seu Ciro.
— Muito obrigado, seu Valente.
Na Mansão Rubião...
— Rita, o que você está pensando?
— Marcelino, seu Turíbio me pediu perdão. E disse que encomendou meu vestido de noiva para a dona Vânia. Mas eu comecei a namorar o promotor a tão pouco tempo. Estou bem confusa.
— Estranho, mesmo. Amanhã vou ser crismado.
— Você não recebeu junto com o batismo quando bebê?
— Os padres acharam melhor me crismar quando a minha mãe voltasse.
— Entendi. Quem vai ser seu padrinho?
— Dom Vitório. — Lucas entra.
— Achei que seria eu.
— Tio Lucas!
— Ouvi o que vocês disseram. Seu Turíbio tem uma dívida com sua mãe. Não se preocupe em entender. Já que não posso ser seu padrinho, quero ser do nenê.
No dia seguinte...
Na Igreja
As crianças ficam na fila. E uma a uma vão se confessar com o frei Severo. Eles fazem a sua profissão de fé. Tobias é batizado e crismado e Marcelino é crismado. Pelas mãos de Dom Vitório. Tobias foi batizado por Marê e Orlando.
Horas depois...
No orfanato
— Vocês duas querem conhecer as crianças. Vou explicar os procedimentos pro seu Ademar.
— Nossa, mãe. É um bebê mais fofinho que o outro.
— Eu lembro de você pequenina. — Ione deixa as lágrimas rolarem.
— Mãe, olha a sala de brinquedos deles. Mas bebês brincam com eles?
— São das crianças, maiores. — As crianças entram na sala. E convidam Aninha para brincar.
— Mas Aninha se encanta com uma menina que estava sozinha no canto da sala com uma boneca. Ademar e a Irmã voltam.
— Irmã, o que aquela menina tem?
— Ela não consegue andar. O médico acha que ela teve poliomielite.
— Ione, o que você está pensando?
— Ela precisa de uma cadeira de rodas.
— Infelizmente ainda não temos como comprar.
Duas semanas depois...
Na Igreja
Julinho e Sônia se casam.
No Fórum...
Ciro e Nívea se divorciam.
Na Prefeitura...
— Seu Odilon, você acha que isso tem solução?
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Na Casa de João e Darlene
— João, dois filhos? Como vamos sustentar?
— Deus provê, Deus proverá, sua misericórdia não faltará! Apenas confie em Deus.
— Está bem. Cadê a Clarinha?
— Está no cinema, vou buscá-la.
No Hospital...
— Dona Ione, a senhora teve um parto complicado.
— Sim, doutor. Quase que Aninha e eu vamos para o céu.
— Desde então a senhora não vem ao médico.
— Isso mesmo.
— O médico que fez o parto da Aninha precisou remover seu útero. A senhora não pode mais ter filhos. Na sua ficha ele registrou todo o parto em detalhes.
— Posso ler doutor?
— Claro, seu Ademar. — O doutor entrega a ficha para Ademar.
— Doutor, não tem nada o que o senhor possa fazer?
— Sobre esse assunto, não posso.
— Ione, vamos falar com o padre. — Ele devolve a ficha pro médico e os dois saem.
No Uruguai...
— Baltazar, eu tenho certeza que meu nome é Clara.
— Quando chegarmos em São Jacinto esclarecemos tudo.
— Você avisou o seu chefe?
— Ele pediu para irmos disfarçados e depois nos entregamos.
— Confesso que estou com medo.
— Eu também estou.
Na Igreja...
— Padre, descobri que não posso ter filhos.
— Vamos fazer uma novena para santa Ana e tenho certeza...
— Não adianta. A Ione não tem mais o útero.
— Como?
— O parto da Aninha foi muito complicado. E depois o médico tirou o útero da Ione para salvar a vida dela.
— Ele podia ter feito isso padre?
— Sim. A intenção dele foi salvar a sua vida. Mas ele não lhe disse?
— Marcou na ficha dela, mas ela tem um medo de médico. Nunca mais voltou.
— O que eu falo para Aninha, padre?
— A verdade. Ela vai entender.
— Ela queria tanto um irmão.
— Mas vocês podem adotar uma criança.
Na Delegacia...
— Seu Lucas, o bolo que o senhor pediu.
— Entregue pro preso, por favor. — Rita, vai até a cela.
— Seu Turíbio, o bolo. — Ela entrega o bolo para ele.
— Muito obrigado, filha. Você me perdoa?
— Perdoo.
— Eu pedi para a Vânia lhe fazer o vestido do seu casamento. Seja mais feliz do que eu.
— Muito obrigada, mas não precisava.
No Aeroporto...
— Está pronta!
— Sim! E você?
— Estou! — Os dois viajam para o Brasil.
No Cinema...
— Achei que tivesse esquecido de nós.
— Não! Só me atrasei. A bordo marujos! — As crianças entram na caravela.
— Frei... ex-frei João, padre se confessa com o bispo?
— Se o bispo puder... Mas um padre geralmente se confessa com um outro padre. Meu padre confessor é o Severo.
— Amanhã vamos confessar pela primeira vez.
— Que ótimo!
— Ex-frei, o que acontece se eu esquecer de algum pecado?
— Deus vai se lembrar. Quando você se lembrar. Você confessa.
— Então eu vou ter que confessar de novo?
— Claro! No mínimo uma vez por ano.
No Restaurante...
— Mãe! Mãe! Mãe!
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Na Casa de João e Darlene
— João, dois filhos? Como vamos sustentar?
— Deus provê, Deus proverá, sua misericórdia não faltará! Apenas confie em Deus.
— Está bem. Cadê a Clarinha?
— Está no cinema, vou buscá-la.
No Hospital...
— Dona Ione, a senhora teve um parto complicado.
— Sim, doutor. Quase que Aninha e eu vamos para o céu.
— Desde então a senhora não vem ao médico.
— Isso mesmo.
— O médico que fez o parto da Aninha precisou remover seu útero. A senhora não pode mais ter filhos. Na sua ficha ele registrou todo o parto em detalhes.
— Posso ler doutor?
— Claro, seu Ademar. — O doutor entrega a ficha para Ademar.
— Doutor, não tem nada o que o senhor possa fazer?
— Sobre esse assunto, não posso.
— Ione, vamos falar com o padre. — Ele devolve a ficha pro médico e os dois saem.
Na Igreja...
— Padre Severo, posso falar com o Senhor.
— Claro! Seu Ciro, sente-se! — Os dois se sentam no confessionário.
— A dona Verinha me falou umas coisas estranhas. — Ele repete o que a dona Verinha falou. — Isso é mesmo possível, padre?
— Você realmente é estéril?
— Sou.
— Você deve primeiro pedir perdão a Lívia. Quanto ao casamento ser nulo... você deve falar com o dom Vitório. — Ione e Ademar entram na igreja. — Ele está na casa da Irmandade. Vou atender esses outros irmãos.
— Obrigado padre.
— Deus te abençoe, meu filho. — Ciro saí. — Boa tarde, em que posso ajudá-los?
— Padre, descobri que não posso ter filhos.
— Vamos fazer uma novena para santa Ana e tenho certeza...
— Não adianta. A Ione não tem mais o útero.
— Como?
— O parto da Aninha foi muito complicado. E depois o médico tirou o útero da Ione para salvara a vida dela.
— Ele podia ter feito isso padre?
— Sim. A intenção dele foi salvar a sua vida. Mas ele não lhe disse?
— Marcou na ficha dela, mas ela tem um medo de médico. Nunca mais voltou.
— O que eu falo para Aninha, padre?
— A verdade. Ela vai entender.
— Ela queria tanto um irmão.
— Mas vocês podem adotar uma criança.
Na Delegacia...
— Seu Lucas, o bolo que o senhor pediu.
— Entregue pro preso, por favor. — Rita, vai até a cela.
— Seu Turíbio, o bolo. — Ela entrega o bolo para ele.
— Muito obrigado, filha. Você me perdoa?
— Perdoo.
— Eu pedi para a Vânia lhe fazer o vestido do seu casamento. Seja mais feliz do que eu.
— Muito obrigada, mas não precisava.
Na Casa da Irmandade...
— Olha! Tem como declarar seu casamento nulo sim. Vou encaminha seu caso para um padre que foi meu aluno que está no Rio de Janeiro.
— Obrigado, Dom Vitório. Posso aproveitar que estou aqui e ver o Cristo que está no sótão?
— Claro! — Dom Vitório o leva no sótão e Ciro ora.
No Cinema...
— Achei que tivesse esquecido de nós.
— Não! Só me atrasei. A bordo marujos! — As crianças entram na caravela.
— Frei... ex-frei João, padre se confessa com o bispo?
— Se o bispo puder... Mas um padre geralmente se confessa com um outro padre. Meu padre confessor é o Severo.
— Amanhã vamos confessar pela primeira vez.
— Que ótimo!
— Ex-frei, o que acontece se eu esquecer de algum pecado?
— Deus vai se lembrar. Quando você se lembrar. Você confessa.
— Então eu vou ter que confessar de novo?
— Claro! No mínimo uma vez por ano.
No Restaurante...
— Mãe! Mãe! Mãe!
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No Hotel...
— Uai! Darlene, ainda não voltou. — Catarina vai até o banheiro e encontra Darlene desmaiada. — Socorro! Socorro! Acode! — Lucas ia passando pelo corredor dos funcionários e ouve os gritos de Catarina. E sai correndo em direção ao banheiro. Ao encontrá-la a abraça e pergunta:
— Você está bem?
— Eu estou bem. A Darlene que não está.
— Vamos levá-la para enfermaria. — Lucas pega Darlene no colo e junto com Catarina vão para a enfermaria do hotel. Darlene é colocada na maca e o doutor Mendes já vai verificar a pressão dela.
— Vocês viram ela desmaiar? — Lucas e Catarina negam. — Ela está grávida? — Catarina responde:
— Sim. — O médico faz mais algumas verificações.
— Ela precisa fazer uma dieta especial. Vou anotar tudo. — Ele vai para a mesa do consultório e Darlene acorda.
— Onde estou?
— Na enfermaria do hotel.
— Eu tenho que atender a prefeita.
— Sem o seu marido você não saí dessa enfermaria. E no próximo três dias você deve manter repouso absoluto.
— Mas doutor é a prefeita?
— Se eu tivesse com o braço quebrado a senhora ia deixar eu fazer o seu parto?
— Não.
— Pois então, você não tem condições de atender ninguém. Por acaso a senhora está sentindo mais fome do que na primeira gravidez?
— Estou.
— E está não respeitando a fome com medo do bebê nascer gordinho.
— Isso mesmo.
— Você vai seguir rigorosamente essa dieta e semana que vem compareça no meu consultório.
— Mas Doutor isso é muito mais do que na gravidez da Clarinha.
— Eu posso estar errado, mas pelo meu tempo de experiência. Eu lhe digo que são gêmeos.
— Dois?!
— Sim.
No Uruguai...
— Ela está grávida. O melhor é vocês irem para o Brasil fazer o tratamento. — Gaspar e Gilda saem do médico e vão falar com o investigador.
— Aqui está o que meu amigo me enviou. — Ele entrega recortes de jornais.
— Nós fizemos tudo isso?
— Esse nome não é o meu.
— Nós perdemos a memória. Não conseguimos lembrar nossos nomes verdadeiros.
— Eu tenho certeza que meu nome é Clara.
— E agora vamos voltar para São Jacinto e sermos presos. Ou vamos ficar por aqui?
— Se formos presos sua mãe deve cuidar da criança. Se ficarmos aqui, o que pode acontecer?
— Então vamos voltar.
Em Andorinhas...
— Nossa delegado, você entrou pra pegar um pedaço de bolo. E aconteceu tudo isso.
— Pois é, Justino. Tudo parece bem pacífico por aqui.
— Vamos para Laranjeiras?
— Antes vou em uma velha conhecida. Espere um pouco na viatura. — Lucas bate em uma casa azul. Uma senhora abre a porta.
— Você?!
— Desculpe, vim a pedido do Turíbio.
— Não quero conversa com aquele...
— Ele quer ver a filha antes de morrer.
— Ele a quis esconder a vida inteira. Por que agora?
— Não sei. Só sou o mensageiro.
— Quem criou ela foi outro. Como vou explicar uma coisa dessas para ela?
— Não explique. Só arrume um pretexto para ela ir na delegacia.
— Ela é sua empregada. Pense você!
— A Rita é a filha do Turíbio?!
Na Prefeitura...
— Dona cândida, a senhora não ia no salão?
— Quando sai da prefeitura. Seu Popó me avisou que a Darlene vai ficar três dias de repouso. Como vou encontrar os outros prefeitos agora. — Nívea entra:
— Se quiser posso resolver isso.
— Mas eu quero. Você caiu do céu.
No Cinema...
— Vou precisar de um novo ajudante agora que o Luis foi embora. — As crianças em conjunto:
— Eu! Eu! Eu!
— Como se tivesse cabimento. Crianças não podem trabalhar.
— Mas padre Diógenes. Eu também quero ser um projetista como o senhor.
— Projecionista, Manoel. Projecionista. Mas hoje vocês estão aqui para a catequese. Vocês fizeram a tarefa que o frei Leão passou? — Eles entregam os desenhos para o padre. Ele olha os desenhos, mas um lhe chama a atenção. — Aninha, por que você desenhou o cinema?
— O frei Leão disse que no dia do julgamento final passa um filme da nossa vida. Então imaginei que esse julgamento acontecesse no cinema.
— Pois eu penso igual você. Por isso trouxe vocês para o cinema. Imagine aquela tela branca com a história da vida de vocês. Vocês bebezinhos e vão dando os primeiros passos. E explorando o próprio berço. Como se aquele berço fosse o mundo inteiro.
Quando eu era pequeno eu já imitava o padre. Eu adorava imitá-lo em seus sermões. Me lembro até hoje quando o padre disse: "Vocês imaginem que no lugar de Jesus, vocês estarão nessa parede. Não crucificados, mas a sua história sendo apresentada. Tudo o que você fez de errado. Vocês gostariam que as pessoas descobrissem o que você fez de errado? Não. Tem um jeito de apagar esse erros, confessando-os para um padre. Os outros não vão saber seus erros, mas Deus vai. E a partir do que for visto nessa parede ou não. Ele sabe a história da sua vida. E a partir daí Deus, somente Deus, vai dizer se você pode entrar no Céu ou não. Errar todos erramos, mas o que fazemos com nossos erros que definem quem somos."
A partir desse dia eu decidi ser padre. Mas voltando ao filme. Você está vendo tudo o que você falou, brincou e os lugares onde foram. Vocês acham que erraram alguma vez? Pois na próxima semana vocês vão poder conhecer a confissão. Pela primeira vez vocês vão poder contar seus erros para Deus e pedir perdão. E Deus em sua imensa misericórdia os perdoará, mas você tem que estar verdadeiramente arrependido do seu erro.
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No Hotel...
— Uai! Darlene, ainda não voltou. — Catarina vai até o banheiro e encontra Darlene desmaiada. — Socorro! Socorro! Acode! — Lucas ia passando pelo corredor dos funcionários e ouve os gritos de Catarina. E sai correndo em direção ao banheiro. Ao encontrá-la a abraça e pergunta:
— Você está bem?
— Eu estou bem. A Darlene que não está.
— Vamos levá-la para enfermaria. — Lucas pega Darlene no colo e junto com Catarina vão para a enfermaria do hotel. Darlene é colocada na maca e o doutor Mendes já vai verificar a pressão dela.
— Vocês viram ela desmaiar? — Lucas e Catarina negam. — Ela está grávida? — Catarina responde:
— Sim. — O médico faz mais algumas verificações.
— Ela precisa fazer uma dieta especial. Vou anotar tudo. — Ele vai para a mesa do consultório e Darlene acorda.
— Onde estou?
— Na enfermaria do hotel.
— Eu tenho que atender a prefeita.
— Sem o seu marido você não saí dessa enfermaria. E no próximo três dias você deve manter repouso absoluto.
— Mas doutor é a prefeita?
— Se eu tivesse com o braço quebrado a senhora ia deixar eu fazer o seu parto?
— Não.
— Pois então, você não tem condições de atender ninguém. Por acaso a senhora está sentindo mais fome do que na primeira gravidez?
— Estou.
— E está não respeitando a fome com medo do bebê nascer gordinho.
— Isso mesmo.
— Você vai seguir rigorosamente essa dieta e semana que vem compareça no meu consultório.
— Mas Doutor isso é muito mais do que na gravidez da Clarinha.
— Eu posso estar errado, mas pelo meu tempo de experiência. Eu lhe digo que são gêmeos.
— Dois?!
— Sim.
No Restaurante...
— Eu mesmo?! Do quê?
— Você não pegou caxumba porque correu na chuva aquela noite. A caxumba lhe deixou estéril, mas você não aceita esse diagnóstico. Você pode se perdoar e pedir ao frei pra desfazer o seu casamento. E viva uma nova vida.
— A senhora é bruxa?
— Não. Como sabe tudo isso?
— Um passarinho me contou.
— Ele olha para Verônica.
— Não tenho nada com isso. Ela fala essas coisas do nada.
— Vou falar com o frei.
Em Andorinhas...
— Nossa delegado, você entrou pra pegar um pedaço de bolo. E aconteceu tudo isso.
— Pois é, Justino. Tudo parece bem pacífico por aqui.
— Vamos para Laranjeiras?
— Antes vou em uma velha conhecida. Espere um pouco na viatura. — Lucas bate em uma casa azul. Uma senhora abre a porta.
— Você?!
— Desculpe, vim a pedido do Turíbio.
— Não quero conversa com aquele...
— Ele quer ver a filha antes de morrer.
— Ele a quis esconder a vida inteira. Por que agora?
— Não sei. Só sou o mensageiro.
— Quem criou ela foi outro. Como vou explicar uma coisa dessas para ela?
— Não explique. Só arrume um pretexto para ela ir na delegacia.
— Ela é sua empregada. Pense você!
— A Rita é a filha do Turíbio?!
Na Prefeitura...
— Dona cândida, a senhora não ia no salão?
— Quando sai da prefeitura. Seu Popó me avisou que a Darlene vai ficar três dias de repouso. Como vou encontrar os outros prefeitos agora. — Nívea entra:
— Se quiser posso resolver isso.
— Mas eu quero. Você caiu do céu.
No Cinema...
— Vou precisar de um novo ajudante agora que o Luis foi embora. — As crianças em conjunto:
— Eu! Eu! Eu!
— Como se tivesse cabimento. Crianças não podem trabalhar.
— Mas padre Diógenes. Eu também quero ser um projetista como o senhor.
— Projecionista, Manoel. Projecionista. Mas hoje vocês estão aqui para a catequese. Vocês fizeram a tarefa que o frei Leão passou? — Eles entregam os desenhos para o padre. Ele olha os desenhos, mas um lhe chama a atenção. — Aninha, por que você desenhou o cinema?
— O frei Leão disse que no dia do julgamento final passa um filme da nossa vida. Então imaginei que esse julgamento acontecesse no cinema.
— Pois eu penso igual você. Por isso trouxe vocês para o cinema. Imagine aquela tela branca com a história da vida de vocês. Vocês bebezinhos e vão dando os primeiros passos. E explorando o próprio berço. Como se aquele berço fosse o mundo inteiro.
Quando eu era pequeno eu já imitava o padre. Eu adorava imitá-lo em seus sermões. Me lembro até hoje quando o padre disse: "Vocês imaginem que no lugar de Jesus, vocês estarão nessa parede. Não crucificados, mas a sua história sendo apresentada. Tudo o que você fez de errado. Vocês gostariam que as pessoas descobrissem o que você fez de errado? Não. Tem um jeito de apagar esse erros, confessando-os para um padre. Os outros não vão saber seus erros, mas Deus vai. E a partir do que for visto nessa parede ou não. Ele sabe a história da sua vida. E a partir daí Deus, somente Deus, vai dizer se você pode entrar no Céu ou não. Errar todos erramos, mas o que fazemos com nossos erros que definem quem somos."
A partir desse dia eu decidi ser padre. Mas voltando ao filme. Você está vendo tudo o que você falou, brincou e os lugares onde foram. Vocês acham que erraram alguma vez? Pois na próxima semana vocês vão poder conhecer a confissão. Pela primeira vez vocês vão poder contar seus erros para Deus e pedir perdão. E Deus em sua imensa misericórdia os perdoará, mas você tem que estar verdadeiramente arrependido do seu erro.
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No Outro Dia
Na Estação de Trem...
— Vocês dois façam boa viagem! — Padre Donato chora.
— Logo, você está de volta.
— Mas você não, Luis.
— Eu vou mandar cartas.
— Se não mandar eu vou cobrar do reitor. — Eles riem. O trem chega e desce do trem um personagem que já conhecemos.
— Não acredito?! Que coincidência! Dom Vitório!
— Meus amigos, que bela recepção!
Na Mansão Rubião...
— Bom dia!
— Bom dia, Marcelino. Fiz bolo de laranja.
— Hummm! Por que você está mais alegre.
— O Claudio quer me pedir em namoro para minha mãe.
— Que boa notícia, Rita.
— Desculpa, seu Leonel.
— Não tem o que se desculpar.
No Hotel...
— Catarina, por que tanta felicidade?
— Darlene, eu fui pedida em namoro.
— Por quem?
— Pelo delegado.
— Nossa! — Darlene enjoa e saí correndo. Seu Popó vê a cena e entra no salão.
— De quantos meses ela está?
— Não sei. Será que era o produto de limpeza que enjoo ela? Vou terminar logo.
— O seu Lucas disse que te espera hoje para jantar no restaurante da dona Verônica.
No Hospital...
— Doutor, esse tratamento é mesmo necessário.
— Claro, Orlando te garanto. Com esse tratamento a Marê não vai perder o bebê.
— Vou confiar no senhor.
— Muito obrigado. — Ele pega as suas coisas e saí. E vai em direção do restaurante de Verônica.
No Restaurante...
— Bom dia! Tem uma comida caprichada, mas sem muito tempero.
— Bom dia! Claro, faço em um instante. — Dona Verinha fala pra ele:
— Perdoe, perdoe, meu filho. Essa doença que lhe acometeu foi para te salvar. Deus te ama!
— Quem eu devo perdoar?
— Você mesmo.
No Armazém...
— Aqui Sansão, suas contas.
— Muito obrigado, Seu Ademar. Vou sentir saudades de São Jacinto.
— E eu da sua ajuda. Que Deus te guie no seu caminho!
— Amém! — Sansão pega o dinheiro e vai embora.
No Jornal...
— Ivan! Ivan! Ivan!
— Sim, seu Odilon.
— Estava onde?
— Como pedir a Adélia em casamento.
— Falando com ela primeiro. Depois você faz o pedido pro seu Popó.
— Está bem. — Um barulho de sirene na rua. — Vamos ver o que está acontecendo.
— Ele chegou. O Turíbio foi transferido de volta para a delegacia.
Na Delegacia...
— Seja bem-vindo! Aqui será sua morada enquanto estiver em tratamento.
— Obrigado! Posso fazer um pedido?
— Qual?
— Um queijo do seu Anselmo.
— Você consegue, Justino?
— Sim, seu delegado. — Justino e os outros guardas saem.
— O que você quer pedir de verdade?
— Quero ver minha filha.
— A Mãe dela ainda mora em Andorinhas?
— Sim, naquela casa azul.
— Vou na ronda para lá daqui a pouco. E a procuro. Foque na sua recuperação.
No Uruguai...
— Sua esposa está grávida.
No Hotel...
— Uai! Darlene, ainda não voltou. — Catarina vai até o banheiro e encontra Darlene desmaiada. — Socorro! Socorro! Acode!
Próximo Capítulo: https://fanficsenovelas.blogspot.com/2024/03/amor-imperfeito-capitulo-14a.html?m=1
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No Outro Dia
Na Estação de Trem...
— Vocês dois façam boa viagem! — Padre Donato chora.
— Logo, você está de volta.
— Mas você não, Luis.
— Eu vou mandar cartas.
— Se não mandar eu vou cobrar do reitor. — Eles riem. O trem chega e desce do trem um personagem que já conhecemos.
— Não acredito?! Que coincidência! Dom Vitório!
— Meus amigos, que bela recepção!
Na Mansão Rubião...
— Bom dia!
— Bom dia, Marcelino. Fiz bolo de laranja.
— Hummm! Por que você está mais alegre.
— O Claudio quer me pedir em namoro para minha mãe.
— Que boa notícia, Rita.
— Desculpa, seu Leonel.
— Não tem o que se desculpar.
No Hotel...
— Catarina, por que tanta felicidade?
— Darlene, eu fui pedida em namoro.
— Por quem?
— Pelo delegado.
— Nossa! — Darlene enjoa e saí correndo. Seu Popó vê a cena e entra no salão.
— De quantos meses ela está?
— Não sei. Será que era o produto de limpeza que enjoo ela? Vou terminar logo.
— O seu Lucas disse que te espera hoje para jantar no restaurante da dona Verônica.
No Hospital...
— Doutor, esse tratamento é mesmo necessário.
— Claro, Orlando te garanto. Com esse tratamento a Marê não vai perder o bebê.
— Vou confiar no senhor.
— Muito obrigado. — Ele pega as suas coisas e saí. E vai em direção do restaurante de Verônica.
No Restaurante...
— Bom dia! Tem uma comida caprichada, mas sem muito tempero.
— Bom dia! Claro, faço em um instante. — Dona Verinha fala pra ele:
— Perdoe, perdoe, meu filho. Essa doença que lhe acometeu foi para te salvar. Deus te ama!
— Quem eu devo perdoar?
— Você mesmo.
No Armazém...
— Aqui Sansão, suas contas.
— Muito obrigado, Seu Ademar. Vou sentir saudades de São Jacinto.
— E eu da sua ajuda. Que Deus te guie no seu caminho!
— Amém! — Sansão pega o dinheiro e vai embora.
No Jornal...
— Ivan! Ivan! Ivan!
— Sim, seu Odilon.
— Estava onde?
— Como pedir a Adélia em casamento.
— Falando com ela primeiro. Depois você faz o pedido pro seu Popó.
— Está bem. — Um barulho de sirene na rua. — Vamos ver o que está acontecendo.
— Ele chegou. O Turíbio foi transferido de volta para a delegacia.
Na Delegacia...
— Seja bem-vindo! Aqui será sua morada enquanto estiver em tratamento.
— Obrigado! Posso fazer um pedido?
— Qual?
— Um queijo do seu Anselmo.
— Você consegue, Justino?
— Sim, seu delegado. — Justino e os outros guardas saem.
— O que você quer pedir de verdade?
— Quero ver minha filha.
— A Mãe dela ainda mora em Andorinhas?
— Sim, naquela casa azul.
— Vou na ronda para lá daqui a pouco. E a procuro. Foque na sua recuperação.
No Hotel...
— Uai! Darlene, ainda não voltou. — Catarina vai até o banheiro e encontra Darlene desmaiada. — Socorro! Socorro! Acode!
Próximo Capítulo: 13 de março de 2024.
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Na Casa de Wanda...
— Mãe! — Wanda, desperta de um cochilo.
— Laura, o que você está fazendo aqui?
— Estou com um problema, posso passar uns dias por aqui?
— Claro! — Laura vai até seu antigo quarto e Wanda a segue. Laura deixa a mala perto da cama e se senta. Wanda senta ao lado da filha e pergunta: — Qual é o problema?
— Eu estou grávida.
— Quem é o pai?
— O Gaspar.
— Mas faz meses que ele.
— Eu tentei... — Ela chora por alguns minutos. — Depois tentar esconder com faixas, mas agora não tem mais como.
— Alguém te humilhou?
— Não, o diretor pediu que me afastasse para não ser motivo de mexericos.
— Ele está certo. Você quer conversar com a dona Cândida?
— Não tenho coragem, você poderia...
— Deixa comigo! Agora descanse!
Após a Missa
Na Irmandade...
— De quem é esse bolo?
— Da Rita, ela fez um para nós e uma para a mãe dela.
— Eu acho que lembro da mãe dela.
— Frei Tomé, a dona Chiquinha de Andorinhas. Ela faz o melhor pastel que já comi.
— Verdade, frei Leão. — Frei Severo pergunta:
— Cadê a Marê?
— Ela tem que fazer repouso por conta da gravidez.
— Pai Papinha, por que você está triste?
— Marcelino, minha mãe não está bem. Amanhã vou visitá-la.
— Leva um pedaço de bolo para ela.
À Noite
Na Mansão Rubião...
— Você está linda! — Claudio diz para Rita.
— Obrigada, Claudio. — Os dois vão para o cinema.
Na Recepção do hotel...
— Fiz o senhor esperar muito? — Catarina pergunta para o delegado.
— Não. Vamos, Catarina? — Ela pisca o olho direito e eles vão para o Cinema.
Na Mansão Evaristo...
— Wanda, o que aconteceu? Por que tanta pressa em me ver. É algum assunto da prefeitura?
— Não. É um assunto familiar.
— Familiar?! Pois fale logo!
— Minha filha está grávida.
— Que bênção! Mas quando ela casou?
— Ela não casou. O pai é o Gaspar.
— Mas como se fazem... Espera... 1,2,3... Antes dele fugir, ela esteve com ele?
— Sim. Pelas minhas contas ela vai entrar no sétimo mês.
— Eu assumo meu neto. Eu preciso ver com o advogado como faz. E o enxoval?
— Ela não tem nada.
— Pois vamos comprar. Eu descobri uma senhora em Andorinha que faz cada roupinha de tricô maravilhosas.
No Cinema...
— Padre Diógenes, hoje a sessão está lotada.
— Esse filme é maravilhoso.
— Não vai me contar o final.
— Quando você volta para o seminário?
— Amanhã. Vou pegar o mesmo trem do padre Donato. E depois vou para o Rio de Janeiro. Eu decidi que quero ser um padre missionário.
— As histórias de Dom Vitório, não encantaram só as crianças.
— Não.
No Hospital...
— Ciro, amanhã você terá alta.
— Obrigado, doutor Ítalo.
No Uruguai...
— Clara, eu falei com meu chefe. Ele vai mandar uma foto nossa para um amigo dele lá no Brasil para descobrir se tem algo por lá.
— Que bom! Queria voltar no médico.
— Por quê?
— Ainda venho sentindo enjoos.
— Vamos sim!
No Outro Dia
Na Estação de Trem...
— Vocês dois façam boa viagem! — Padre Donato chora.
— Logo, você está de volta.
— Mas você não, Luis.
— Eu vou mandar cartas.
— Se não mandar eu vou cobrar do reitor. — Eles riem. O trem chega e desce do trem um personagem que já conhecemos.
— Não acredito?! Que coincidência!
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No Uruguai...
— Baltazar, onde eu estou?
— Em casa.
— O que aconteceu?
— Você perdeu o bebê. O médico recomendou um tratamento no Brasil.
— Ir pro Brasil?
— Sim.
— Acho que não podemos mais fugir. Vamos!
— Mas você se lembra o que aconteceu lá?
— Eu só lembro daquela senhora dizendo para não tomar nenhum tipo de chá. E do senhor que emprestou o carro. E você?
— Eu lembro de dois nomes: Jesus e Marcelino. E do carro no rio. Será que já estávamos em fuga?
— Provavelmente. Vamos voltar e encarar a prisão?
— Se não tem outro jeito, vamos.
Na Irmandade...
— Frei Severo?
— Sim, Donato.
— Eu quero ir embora.
— Como?
— Minha mãe está muito doente lá em Belo Horizonte.
— Você quer visitá-la, claro. Quanto tempo você precisa?
— Um mês. Ela é devota de Santa Brígida e Deus a avisou o dia de sua morte. Ela quer se preparar.
— Está bem. Podes ir. Mas leve esse terço para ela. — Ele entrega um terço de madeira.
— O terço que o Frei Francisco benzeu antes de partir. Ele morreu nos seus braços. — Os olhos de frei Donato ficam marejados.
— Ele também era devoto de Santa Brígida.
Na Mansão Rubião...
— Obrigada, Claudio.
— Por nada. Podemos ir na sessão do cinema, amanhã?
— Se for a última....
— Volto amanhã neste horário para lhe buscar.
— Combinado. Até!
— Até! — Ela entra devagar e demora para se afastar da porta. Marcelino a observa do sofá. Quando ela se vira... — Ah! Marcelino, o que você está fazendo aí? Digo... Por que está acordado?
— Estou esperando a minha mãe. Ela ainda não chegou. Meu pai está de plantão no hospital não volta hoje.
— Deve ter acontecido alguma coisa. Quer um copo de leite e um pedaço de bolo?
— Sim! — Os dois vão até a cozinha. Rita começa a preparar o leite. — Como foi o seu encontro?
— Você tinha razão, gostei dele. Ele foi muito respeitoso e me convidou para ir no cinema amanhã.
— Vovô Pirata, disse que você estava deslumbrada com o dinheiro.
— Estava mesmo. Eu morei sempre lá em Andorinhas. Nem água encanada tem. Quando vim trabalhar aqui... Tudo muito diferente. — Ela entrega um copo de leite para ele e corta um pedaço de bolo.
— Te entendo. E o seu pedaço? — Ela senta a mesa e corta um pedaço para ela. — Ah sim! Quem te batizou?
— O frei Tomé, meus padrinhos foram meus vizinho. Faleceram já faz alguns anos. Se amavam tanto que um não aguentou viver sem o outro. Três meses depois dele, ela faleceu.
— Quem me batizou foi o frei Severo, os meus padrinhos são o frei Donato e Nossa Senhora.
— Por que você está lembrando disso?
— Saudades deles.
— Domingo vocês vão almoçar na Irmandade.
— E você?
— Vou almoçar com a minha mãe em Andorinhas.
— Leva bolo para ela.
— Vou fazer dois bolos um pra ela e um pra você levar para os freis.
— Certo! — Marê, chega. — Mãe!
— Você ficou me esperando?
— Sim!
— Eu também quero leite e bolo. — Rita se levanta.
— Vou preparar para a senhora.
— Obrigada. Marcelino, você vai ganhar um irmãozinho ou irmãzinha.
— Sério?!
— Sim, só que eu vou ter que ficar uns dias de repouso. Então quando o seu pai estiver de plantão. A Rita que te levará na escola. — Rita serve Maré.
— Pode deixar. O médico passou alguma dieta para a senhora?
— Não.
No hotel...
— Que bom! Quer ir na última sessão do cinema, amanhã?
— Sim.
— Te encontro na recepção nesse horário.
— Certo.
Na Mansão Evaristo...
— Aqui seu Evaristo. — Ele mostra um papel para Anselmo.
— Ficou muito bom, Odilon.
— Vou publicá-lo em todas as edições da semana que vem.
— Com o seu anúncio a reinauguração da queijaria vai ser um sucesso. — Cândida chega.
— Boa noite! Boa noite, seu Odilon! Aconteceu alguma coisa?
— Não. Eu vim fazer um anúncio para a queijaria.
Na Mercearia...
— Dona Ione!
— Sim, Sansão.
— Pode me demitir.
— Mas e...
— Minha mãe quer que eu me case com uma moça lá da vila dela. E cuidar da mercearia do pai da moça.
— Igual meu pai fez com o Ademar. Se você casar com ela. Seja só dela. Que ela não passe o que eu passei.
— Entendi. Eu vou me esforçar.
Na Casa de Wanda...
— Mãe! — Wanda, desperta de um cochilo.
— Laura, o que você está fazendo aqui?
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— Frei Severo?
— Sim, Donato.
— Eu quero ir embora.
— Como?
— Minha mãe está muito doente lá em Belo Horizonte.
— Você quer visitá-la, claro. Quanto tempo você precisa?
— Um mês. Ela é devota de Santa Brígida e Deus a avisou o dia de sua morte. Ela quer se preparar.
— Está bem. Podes ir. Mas leve esse terço para ela. — Ele entrega um terço de madeira.
— O terço que o Frei Francisco benzeu antes de partir. Ele morreu nos seus braços. — Os olhos de frei Donato ficam marejados.
— Ele também era devoto de Santa Brígida.
Na Mansão Rubião...
— Obrigada, Claudio.
— Por nada. Podemos ir na sessão do cinema, amanhã?
— Se for a última....
— Volto amanhã neste horário para lhe buscar.
— Combinado. Até!
— Até! — Ela entra devagar e demora para se afastar da porta. Marcelino a observa do sofá. Quando ela se vira... — Ah! Marcelino, o que você está fazendo aí? Digo... Por que está acordado?
— Estou esperando a minha mãe. Ela ainda não chegou. Meu pai está de plantão no hospital não volta hoje.
— Deve ter acontecido alguma coisa. Quer um copo de leite e um pedaço de bolo?
— Sim! — Os dois vão até a cozinha. Rita começa a preparar o leite. — Como foi o seu encontro?
— Você tinha razão, gostei dele. Ele foi muito respeitoso e me convidou para ir no cinema amanhã.
— Vovô Pirata, disse que você estava deslumbrada com o dinheiro.
— Estava mesmo. Eu morei sempre lá em Andorinhas. Nem água encanada tem. Quando vim trabalhar aqui... Tudo muito diferente. — Ela entrega um copo de leite para ele e corta um pedaço de bolo.
— Te entendo. E o seu pedaço? — Ela senta a mesa e corta um pedaço para ela. — Ah sim! Quem te batizou?
— O frei Tomé, meus padrinhos foram meus vizinho. Faleceram já faz alguns anos. Se amavam tanto que um não aguentou viver sem o outro. Três meses depois ela faleceu.
— Quem me batizou foi o frei Severo, os meus padrinhos são o frei Donato e Nossa Senhora.
— Por que você está lembrando disso?
— Saudades deles.
— Domingo vocês vão almoçar na Irmandade.
— E você?
— Vou almoçar com a minha mãe em Andorinhas.
— Leva bolo para ela.
— Vou fazer dois bolos um pra ela e um pra você levar para os freis.
— Certo! — Marê, chega. — Mãe!
— Você ficou me esperando?
— Sim!
— Eu também quero leite e bolo. — Rita se levanta.
— Vou preparar para a senhora.
— Obrigada. Marcelino, você vai ganhar um irmãozinho ou irmãzinha.
— Sério?!
— Sim, só que eu vou ter que ficar uns dias de repouso. Então quando o seu pai estiver de plantão. A Rita que te levará na escola. — Rita serve Maré.
— Pode deixar. O médico passou alguma dieta para a senhora?
— Não.
No hotel...
— Que bom! Quer ir na última sessão do cinema, amanhã?
— Sim.
— Te encontro na recepção nesse horário.
— Certo.
Na Mansão Evaristo...
— Aqui seu Evaristo. — Ele mostra um papel para Anselmo.
— Ficou muito bom, Odilon.
— Vou publicá-lo em todas as edições da semana que vem.
— Com o seu anúncio a reinauguração da queijaria vai ser um sucesso. — Cândida chega.
— Boa noite! Boa noite, seu Odilon! Aconteceu alguma coisa?
— Não. Eu vim fazer um anúncio para a queijaria.
Na Mercearia...
— Dona Ione!
— Sim, Sansão.
— Pode me demitir.
— Mas e...
— Minha mãe quer que eu me case com uma moça lá da vila dela. E cuidar da mercearia do pai da moça.
— Igual meu pai fez com o Ademar. Se você casar com ela. Seja só dela. Que ela não passe o que eu passei.
— Entendi. Eu vou me esforçar.
Na Casa de Wanda...
— Mãe! — Wanda, desperta de um cochilo.
— Laura, o que você está fazendo aqui?
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No Hospital...
— Dona Marê, a senhora está branca!
— Adélia, estou sentindo muita dor.
— Leve-a para a sala de parto. — Adélia obedece o doutor Menezes. Os três vão para a sala do parto. Depois do exame o doutor conclui.
— Marê, você quase perdeu um bebê. Eu vou te recomendar meu tratamento especial lá nas termas. Você lembra como foi o parto do seu primeiro filho?
— Bem conturbado.
— Perdeu muito sangue?
— Acredito que sim.
— Suas regras duram muito?
— Uns cinco dias.
— Vamos fazer esse tratamento nesse primeiro mês e depois que você tiver o bebê. Vc vai se sentir bem melhor. E durante esse mês repouso, muito repouso. Está bem?
— Sim.
No restaurante...
— Gostou do jantar?
— Sim, muito bom e o doce também está.
— Eu lhe comprei um presente, posso entregar?
— Sim. — Ele a entrega uma caixa, ela abre e encontra uma echarpe de seda. — Que linda!
— Eu não sou bom em escolher presentes, mas ela me lembrou a senhorita.
— Muito obrigada, não precisava seu... digo... Claudio.
— Será que posso cortejá-la daqui em diante?
— Pode.
— Então vou acompanhá-la até a casa do seu Leonel.
No hotel...
— A senhorita, tem namorado?
— Já tive, o Ronaldo, ele era jardineiro aqui.
— Lembro dele. Mas ele era casado. Ele ficou viúvo?
— Não, na verdade ela ficou viúva.
— Mas a senhorita parece ser nova para ter namorado com ele antes dele casar.
— Sim, sou. Ele já era casado.
— Ah, você chegou a engravidar?
— Não, por quê?
— Eu não posso ter filhos. Queria muito adotar um.
— Entendi e por que está me contando isso?
— Toda vez que falo para uma dama que não posso ter filhos elas se afastam. Eu tive uma caxumba na infância e o Ciro também. O Gaspar por sorte não pegou. Esse foi um dos motivo que meu pai escolheu o Gaspar para genro.
— Como assim?
— O Ciro era muito mais rico que o Gaspar. E meu pai quer netos. Agora ele tem o Marcelino. Mas algo me diz que o Marcelino quer ser médico.
— Também acho. Ele é muito esperto.
— A senhorita também vai fugir de mim?
— Não.
Na Mansão Evaristo...
— Povo de São Jacinto, muito ruim. Cidadãos jacintenses, pior. Amigos de São Jacinto, parece nome de Associação. Moradores de São Jacinto, eu, Anselmo Evaristo gostaria de convidá-los para grande reinauguração da Queijaria Evaristo. Será domingo após a missa. Aguardo a todos! Hummm... Não está bom. A Cândinha que é boa com discursos, será que ela faria um para mim?
— Pai, está falando sozinho?
— Ivan, estou tentando montar um convite para a reinauguração da queijaria.
— Mas parece um discurso de prefeito.
— Oras, é só que sei mais ou menos escrever.
— Para fazer um convite é outro tipo de texto. Por que o senhor não pede ao Odilon?
— Humm... não é má ideia.
Na Casa de Seu Popó...
— Finalmente ele te pediu em casamento.
— O que o senhor acha, vô?
— Você podia casar no mesmo dia que a Adélia.
— Será que ela deixa? Falando nisso cadê ela?
— Teve uma emergência no hospital, o menino de recados veio a mando da recepção.
— Ultimamente tem tido várias emergências.
— É por conta da maternidade. O doutor Menezes tem feito um ótimo trabalho. O filho dele me disse que ele tem se dedicado muito aos estudos.
— Onde o senhor viu o filho dele?
— No hotel, vai ficar uma semana. Enquanto o João pinta a casa deles. Ele é a alérgico a tinta.
— Verdade.
Na Casa de Darlene...
— Mãe, por que a senhora está enjoando todos os dias?
— Clarinha, amanhã eu vou no médico.
— Dona Ione disse que quando começa assim é porque está grávida.
Na Mercearia...
— HumHum...Hum...
— Que foi Ione?
— Tanto a Darlene quanto a Marê parecem estarem grávidas. E eu nada... Ademar, e se eu fizer o tratamento do doutor Menezes?
— De novo isso.
— A Aninha quer tanto um irmãozinho.
— Mas o tratamento é caro. Para pagar não íamos poder mais ter os serviços do Sansão.
— Dispensar o rapaz?
— Sim.
No Uruguai...
— Baltazar, onde eu estou?
— Em casa.
— O que aconteceu?
— Você perdeu o bebê. O médico recomendou um tratamento no Brasil.
— Ir pro Brasil?
— Sim.
— Acho que não podemos mais fugir. Vamos!
— Mas você se lembra o que aconteceu lá?
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No Hospital...
— Dona Marê, a senhora está branca!
— Adélia, estou sentindo muita dor.
— Leve-a para a sala de parto. — Adélia obedece o doutor Menezes. Os três vão para a sala do parto. Depois do exame o doutor conclui.
— Marê, você quase perdeu um bebê. Eu vou te recomendar meu tratamento especial lá nas termas. Você lembra como foi o parto do seu primeiro filho?
— Bem conturbado.
— Perdeu muito sangue?
— Acredito que sim.
— Suas regras duram muito?
— Uns cinco dias.
— Vamos fazer esse tratamento nesse primeiro mês e depois que você tiver o bebê. Vc vai se sentir bem melhor. E durante esse mês repouso, muito repouso. Está bem?
— Sim.
No restaurante...
— Gostou do jantar?
— Sim, muito bom e o doce também está.
— Eu lhe comprei um presente, posso entregar?
— Sim. — Ele a entrega uma caixa, ela abre e encontra uma echarpe de seda. — Que linda!
— Eu não sou bom em escolher presentes, mas ela me lembrou a senhorita.
— Muito obrigada, não precisava seu... digo... Claudio.
— Será que posso cortejá-la daqui em diante?
— Pode.
— Então vou acompanhá-la até a casa do seu Leonel.
No hotel...
— A senhorita, tem namorado?
— Já tive, o Ronaldo, ele era jardineiro aqui.
— Lembro dele. Mas ele era casado. Ele ficou viúvo?
— Não, na verdade ela ficou viúva.
— Mas a senhorita parece ser nova para ter namorado com ele antes dele casar.
— Sim, sou. Ele já era casado.
— Ah, você chegou a engravidar?
— Não, por quê?
— Eu não posso ter filhos. Queria muito adotar um.
— Entendi e por que está me contando isso?
— Toda vez que fala para uma dama que não posso ter filhos elas se afastam. Eu tive uma caxumba na infância e o Ciro também. O Gaspar por sorte não pegou. Esse foi um dos motivo que meu pai escolheu o Gaspar para genro.
— Como assim?
— O Ciro era muito mais rico que o Gaspar. E meu pai quer netos. Agora ele tem o Marcelino. Mas algo me diz que o Marcelino quer ser médico.
— Também acho. Ele é muito esperto.
— A senhorita também vai fugir de mim?
— Não.
Na Mansão Evaristo...
— Povo de São Jacinto, muito ruim. Cidadãos jacintenses, pior. Amigos de São Jacinto, parece nome de Associação. Moradores de São Jacinto, eu, Anselmo Evaristo gostaria de convidá-los para grande reinauguração da Queijaria Evaristo. Será domingo após a missa. Aguardo a todos! Hummm... Não está bom. A Cândinha que é boa com discursos, será que ela faria um para mim?
— Pai, está falando sozinho?
— Ivan, estou tentando montar um convite para a reinauguração da queijaria.
— Mas parece um discurso de prefeito.
— Oras, é só que sei mais ou menos escrever.
— Para fazer um convite é outro tipo de texto. Por que o senhor não pede ao Odilon?
— Humm... não é má ideia.
Na Casa de Seu Popó...
— Finalmente ele te pediu em casamento.
— O que o senhor acha, vô?
— Você podia casar no mesmo dia que a Adélia.
— Será que ela deixa? Falando nisso cadê ela?
— Teve uma emergência no hospital, o menino de recados veio a mando da recepção.
— Ultimamente tem tido várias emergências.
— É por conta da maternidade. O doutor Menezes tem feito um ótimo trabalho. O filho dele me disse que ele tem se dedicado muito aos estudos.
— Onde o senhor viu o filho dele?
— No hotel, vai ficar uma semana. Enquanto o João pinta a casa deles. Ele é a alérgico a tinta.
— Verdade.
Na Casa de Darlene...
— Mãe, por que a senhora está enjoando todos os dias?
— Clarinha, amanhã eu vou no médico.
— Dona Ione disse que quando começa assim é porque está grávida.
Na Mercearia...
— HumHum...Hum...
— Que foi Ione?
— Tanto a Darlene quanto a Marê parecem estarem grávidas. E eu nada... Ademar, e se eu fizer o tratamento do doutor Menezes?
— De novo isso.
— A Aninha quer tanto um irmãozinho.
— Mas o tratamento é caro. Para pagar não íamos poder mais ter os serviços do Sansão.
— Dispensar o rapaz?
— Sim.
Na Irmandade...
— Frei Severo?
— Sim, Donato.
— Eu quero ir embora.
— Como?
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