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segunda-feira, 12 de abril de 2021

Capítulo 0 - Parte III Dois meses depois... Na Mansão Cardoso — O que foi? — Minha mãe cometeu outro crime. — Pois dessa vez você não vai ac...

Amor de Filho - Cap. 0 - Parte III

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Capítulo 0 - Parte III


Dois meses depois...

Na Mansão Cardoso

— O que foi?

— Minha mãe cometeu outro crime.

— Pois dessa vez você não vai acobertá-la. A sua saúde primeiro.


— Que droga! — O celular avisa: "E-mail do Sandro."  Murilo lê.

— Pedro? Ah não! — Murilo liga para Sandro.

— Murilo, você já leu?

— Esse Pedro não existe.

— Como?

— O Domênico está vivo. E vivendo a minha vida.

— Pera, a sua mãe biológica comprou o Domênico?

— Sim. E prometeu pra mim que ia contar para ele da adoção.

— Ela não cumpriu.

— Ela não o ama. Ela tem complexo de Édipo ao contrário. Por que quem ama... partilha.

— Então diz a verdade para dona Lourdes.

— Não posso quebrar meu trato, mas posso pedir dispensa da investigação.

— Quando esse confinamento acabar. Você vai pessoalmente contar a verdade para a dona Lourdes.


Sandro fala com Lourdes...

— Murilo, disse que é mentira. Eu sabia! O que mais que ele descobriu?

— Que a pessoa que comprou o Domênico é a mãe biológica dele. E ele desconfiava que foi ela quem escreveu a carta. Medo de perder o filho adotivo.

— Eu também tenho medo de perder meus filhos. Mas quando Rita apareceu...

— O Murilo prometeu a ela que ia deixar ela contar. E pediu dispensa da investigação.

— Ela não vai contar. Mas vou respeitar Murilo. Ele encontrou o meu Domênico.


Paula fala com Raul...

— Raul, eu sei que eu pedi afastamento da PWA. Mas se você fechar a fábrica ela vai falir. Por favor reconsidere.

— Paula, são algumas semanas.

— Raul, olha para a Itália. Se não ajudarmos os hospitais e os pesquisadores vamos entrar no mesmo barco. Raul, se você quer salvar essas famílias. Não deixe a empresa falir. 

— Paula, vou pensar.


Dias depois...

Na porta da casa de Telma

— Murilo, o que faz aqui?

— O Sandro me contou que conseguiu uma lista.

— Ele me disse que você sabia.

— Dona Lourdes, não faça nada sem me contar. Eu tenho medo do que esse amor doentio possa fazer.

— Não se preocupe!


Dias Depois...

No Cativeiro

— Dona Lourdes!

— Tô aqui!

— Ela tentou te matar.

— Nós brigamos e a arma disparou. — Murilo faz um curativo. — Obrigada. Vamos embora.

— Tem certeza?

— Vou irritar mais a Telma, né?

— Vai. Vamos montar um plano.


Dias Depois...

No Cativeiro 

— Me precipitei?

— Devia ter me avisado. Eu ia estar pronto para lhe dar a carona.

— E agora com essa grade?

— Vamos ver o fundo da casa...


Horas Depois...

No Restaurante de Telma

— Você não acha que foi longe demais.

— O que você sabe garoto?

— Conta logo a verdade pro Danilo e eu te ajudo a sair dessa.

— Isso nunca.


Murilo saí e Danilo vai atrás dele.

— Murilo!

— Oi! 

— Desculpa eu ouvi o fim da conversa. O que a minha mãe precisa me contar?

— Eu sou você.

— Como assim?

— Eu sou o Danilo. Na noite do incêndio eu inalei muita fumaça ela me levou para o hospital. Eu tive uma parada cardíaca e o médico me deu como morto. No desespero ela te adotou.

— Ela me adotou dentro do hospital?

— A enfermeira contou uma mentira pra ela. E ela acreditou.

— Mas e você?

— Minha mãe adotiva ouviu tudo e disse que ia prendê-los.

— Mas eles compraram o silêncio dela comigo.

— E por que ela aceitaria?


Abril de 2021...

Na Casa de Dona Lourdes

— Por que o Murillo está lá fora?

— Ele está me vigiando caso a Telma venha atrás de mim.

— Desde quando ele está fazendo isso?

— Desde que descobri que Danilo era Domênico.


Murilo vê Telma se aproximar da casa de Lourdes. Ele resolve segui-la.


Dois Dias Depois...

Na porta da Pensão

Murilo e Lourdes conversam por telefone

— Meu filho, você está seguindo ela?

— Estou. Ela está na cidade. Deve estar esperando algo.

— O quê?

— Documentos falsos. E uma ligação do Álvaro.

— Ele morreu.

— Vai atrasar um pouco os planos dela.

— Por que você não fala onde ela está?

— Dona Lourdes, eu acho que o aneurisma vai estourar.

— Por que você diz isso?

— Meu padastro antes de morrer tomava muitos analgésicos. 


Anos Antes...

Mansão Cardoso

— Me traz um copo d'água por favor.

— Claro, tio! — Murilo vai buscar e volta para a sala. E entrega.

— Obrigado. Minha dor aumentou. Amanhã vou no médico. Você me promete... que se eu tiver que operar... você vai cuidar da sua mãe e dos seus irmãos...

— Prometo! Que doença você tem, tio?

— Aneurisma. Eu não sei explicar.

— Anemoreusma. — Ele anota o nome certo num pedaço de papel e dá para Murilo.


Hoje...

— No dia seguinte, tentaram sequestrar o meu avô. Ele foi protegê-lo. O bandido disparou. Errou o tiro, mas a situação fez o aneurisma estourar.

— A Telma anda uma pilha de nervos.

— E tem tomado muitos analgésicos. Eu não vou deixar ela levar o Caio do país. Mas quero que ela tenha bons últimos momentos.


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