Capítulo 0 - Parte III
Dois meses depois...
Na Mansão Cardoso
— O que foi?
— Minha mãe cometeu outro crime.
— Pois dessa vez você não vai acobertá-la. A sua saúde primeiro.
— Que droga! — O celular avisa: "E-mail do Sandro." Murilo lê.
— Pedro? Ah não! — Murilo liga para Sandro.
— Murilo, você já leu?
— Esse Pedro não existe.
— Como?
— O Domênico está vivo. E vivendo a minha vida.
— Pera, a sua mãe biológica comprou o Domênico?
— Sim. E prometeu pra mim que ia contar para ele da adoção.
— Ela não cumpriu.
— Ela não o ama. Ela tem complexo de Édipo ao contrário. Por que quem ama... partilha.
— Então diz a verdade para dona Lourdes.
— Não posso quebrar meu trato, mas posso pedir dispensa da investigação.
— Quando esse confinamento acabar. Você vai pessoalmente contar a verdade para a dona Lourdes.
Sandro fala com Lourdes...
— Murilo, disse que é mentira. Eu sabia! O que mais que ele descobriu?
— Que a pessoa que comprou o Domênico é a mãe biológica dele. E ele desconfiava que foi ela quem escreveu a carta. Medo de perder o filho adotivo.
— Eu também tenho medo de perder meus filhos. Mas quando Rita apareceu...
— O Murilo prometeu a ela que ia deixar ela contar. E pediu dispensa da investigação.
— Ela não vai contar. Mas vou respeitar Murilo. Ele encontrou o meu Domênico.
Paula fala com Raul...
— Raul, eu sei que eu pedi afastamento da PWA. Mas se você fechar a fábrica ela vai falir. Por favor reconsidere.
— Paula, são algumas semanas.
— Raul, olha para a Itália. Se não ajudarmos os hospitais e os pesquisadores vamos entrar no mesmo barco. Raul, se você quer salvar essas famílias. Não deixe a empresa falir.
— Paula, vou pensar.
Dias depois...
Na porta da casa de Telma
— Murilo, o que faz aqui?
— O Sandro me contou que conseguiu uma lista.
— Ele me disse que você sabia.
— Dona Lourdes, não faça nada sem me contar. Eu tenho medo do que esse amor doentio possa fazer.
— Não se preocupe!
Dias Depois...
No Cativeiro
— Dona Lourdes!
— Tô aqui!
— Ela tentou te matar.
— Nós brigamos e a arma disparou. — Murilo faz um curativo. — Obrigada. Vamos embora.
— Tem certeza?
— Vou irritar mais a Telma, né?
— Vai. Vamos montar um plano.
Dias Depois...
No Cativeiro
— Me precipitei?
— Devia ter me avisado. Eu ia estar pronto para lhe dar a carona.
— E agora com essa grade?
— Vamos ver o fundo da casa...
Horas Depois...
No Restaurante de Telma
— Você não acha que foi longe demais.
— O que você sabe garoto?
— Conta logo a verdade pro Danilo e eu te ajudo a sair dessa.
— Isso nunca.
Murilo saí e Danilo vai atrás dele.
— Murilo!
— Oi!
— Desculpa eu ouvi o fim da conversa. O que a minha mãe precisa me contar?
— Eu sou você.
— Como assim?
— Eu sou o Danilo. Na noite do incêndio eu inalei muita fumaça ela me levou para o hospital. Eu tive uma parada cardíaca e o médico me deu como morto. No desespero ela te adotou.
— Ela me adotou dentro do hospital?
— A enfermeira contou uma mentira pra ela. E ela acreditou.
— Mas e você?
— Minha mãe adotiva ouviu tudo e disse que ia prendê-los.
— Mas eles compraram o silêncio dela comigo.
— E por que ela aceitaria?
Abril de 2021...
Na Casa de Dona Lourdes
— Por que o Murillo está lá fora?
— Ele está me vigiando caso a Telma venha atrás de mim.
— Desde quando ele está fazendo isso?
— Desde que descobri que Danilo era Domênico.
Murilo vê Telma se aproximar da casa de Lourdes. Ele resolve segui-la.
Dois Dias Depois...
Na porta da Pensão
Murilo e Lourdes conversam por telefone
— Meu filho, você está seguindo ela?
— Estou. Ela está na cidade. Deve estar esperando algo.
— O quê?
— Documentos falsos. E uma ligação do Álvaro.
— Ele morreu.
— Vai atrasar um pouco os planos dela.
— Por que você não fala onde ela está?
— Dona Lourdes, eu acho que o aneurisma vai estourar.
— Por que você diz isso?
— Meu padastro antes de morrer tomava muitos analgésicos.
Anos Antes...
Mansão Cardoso
— Me traz um copo d'água por favor.
— Claro, tio! — Murilo vai buscar e volta para a sala. E entrega.
— Obrigado. Minha dor aumentou. Amanhã vou no médico. Você me promete... que se eu tiver que operar... você vai cuidar da sua mãe e dos seus irmãos...
— Prometo! Que doença você tem, tio?
— Aneurisma. Eu não sei explicar.
— Anemoreusma. — Ele anota o nome certo num pedaço de papel e dá para Murilo.
Hoje...
— No dia seguinte, tentaram sequestrar o meu avô. Ele foi protegê-lo. O bandido disparou. Errou o tiro, mas a situação fez o aneurisma estourar.
— A Telma anda uma pilha de nervos.
— E tem tomado muitos analgésicos. Eu não vou deixar ela levar o Caio do país. Mas quero que ela tenha bons últimos momentos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário