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Uma semana antes do Natal
Na Casa dos Anjos...
— Nova Patroinha, está chorando?
— Sim. Minha mãe me mandou uma carta pedindo ajuda.
— E como você pode ajudá-la?
— Tirando ela do hospício. Mas preciso avisar o Thales que vou passar uns dias fora.
— Deixa que faço isso. — Zulma diz.
Na Rádio...
— Magda, viu o passarinho verde?
— Quase. Adamo, recebi uma carta do detetive Black. Ele quer se casar comigo e morar nos Estados Unidos.
— E você irá?
— Quero. Mas preciso falar com Celso primeiro.
Horas depois...
Na pensão de Margarida
— Boa tarde, seu primo Ernesto não mora mais aqui.
— Boa tarde, vim falar com Thales.
— Pois não, quem é a senhora?
— Eu sou Zulma. Vim trazer um recado da Lilly.
— A senhora deve ser a diretora da Casa dos Anjos. O que a Lilly disse?
— Que ela vai ficar com a mãe dela. E não voltará mais.
— Não. Ela não pode ter dito uma coisa dessas.
— Pois disse. Ela não quer mais saber de ti. Passar bem. — Zulma saí.
— Thales, a Lilly tem um contrato com a rádio, não?
— Tem. Estavamos noivos. E agora...
— Será que não foi um mal entendido?
No dia de Natal
No Hospício...
— Lilly, como você está linda.
— Obrigada, dona Medeia. como viestes parar aqui?
— A Boca de Fogo me colocou aqui. Porque eu comi o mapa das esmeraldas.
— As esmeraldas. Foram com elas que comprei a casa.
— Lilly, eu preciso sair daqui.
— Mas como?
— Pelos fundos. — Miguel diz.
— Mas nos fundos tem um lago.
— Justamente ninguém vigia o lago.
— Meu plano é o seguinte...
Na Pensão...
— Feliz Natal, tia!
— Feliz Natal, Matheus. Quer um pouco de leite? — Ele faz que sim com a cabeça.
— Thales, precisa melhorar essa cara.
— Seu Tobias, eu vou tentar. Mas está difícil.
— Thales, ela não era boa moça. Foi melhor assim.
— Olympia!
— Falei alguma mentira?
2 de janeiro de 1955
Na confeitaria...
— Magda, você quer ir para os Estados Unidos com o Jack?
— Sim. E só me resta vender minha parte na rádio e...
— Quer dar o dinheiro para o Candinho?
— Sim, Celso.
— Você vai precisar de dinheiro para se estabelecer nos Estados Unidos. Mas preferia que vocês ficassem.
— A proposta que fizeram para o Jack é muito boa.
— Se você diz. Eu acredito. Um brinde! — Ele ergue a xícara de café. E os dois brindam.
No lado de fora do Hospício do Doutor Carneiro...
Medeia e Miguel entram no carro de Lilly. E vão rumo à São Paulo.
— Eu não sabia que tinha carro.
— Peguei emprestado do Candinho.
— Lilly, obrigada por nos tirar daqui.
— Mas faltou uma coisa.
— O quê?
— Para onde levo o senhor?
— Eu gostaria de ir para São Paulo com vocês.
— Que bom! Digo... Será muito bom tê-lo conosco.
— Medeia, você é sempre muito atenciosa.
— Vocês dois vão ficar de melação?
— Não. Digo... Me desculpe.
— Lilly, antes de irmos. Podíamos procurar as esmeraldas?
— Não sei.


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