sábado, 16 de maio de 2026

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Na Velocidade do Amor - Cap. 2

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 2026

Casa de João Raul...

— Muito. Ele é seu irmão?

— Estou começando a desconfiar disso.

— Seu Walmir, andou pulando a cerca?

— Bara, meu pai me adotou. Esqueceu?

— Esqueci. Vai atrás da família do garoto.

— A Família Amaral?

— Ele é o primo de Nayane?

— Sim.


No Meketrefe...

— Eu fui no banco. Eles falaram que é muito dinheiro para me emprestar. 

— Só nós dois?! Nós não vamos conseguir comprar o Meketrefe. 

— Eu não vou desistir.


Tempos depois...

— Você acredita que o seu irmão cobriu a nossa oferta?

— Pois pode ter certeza que meu pai não concorda com isso. — Seu Walmir entra:

— Boa tarde!

— Boa tarde, seu Walmir!

— Eu posso ter dois dedos de prosa com a senhora?

— Claro! — Zeca saí da mesa, cedendo o lugar para Walmir 


— Dons Lilly! O João Raul não esquece a Agrado.

— Qual é o problema da Agrado? Por que ela vendeu a história pra Nayane?

— Ela é uma interesseira, quis crescer as custas do João Raul.

— Ela compôs quantas músicas com o João Raul? Você sabe muito bem que o João Raul não compõe sozinho.

— O que eu fiz de errado? 

— Colocou a carreira dele na frente dos estudos dele.

— Foi o que... Eu achei que era o melhor a se fazer. 

— A Nayane nunca vai ser a Diana. E agora a Diana vai ser que nem eu. Uma sombra.

— Não fala assim. — Luan ouve tudo do alto da escada da pensão.

— Seu Walmir, não existe dor maior do que amar e não ser correspondido.

— Eu sei. Já gostei muito de uma moça.

— A sua falecida esposa?

— Ela mesma. Se não fosse o João Raul eu não tava aqui hoje não. Foi o melhor presente que você poderia ter me dado.

— Por isso que o senhor joga?

— É.

— O senhor devia fazer terapia. Colocar essa dor pra fora.

— Isso é coisa para doido.

— De médico e louco, todo mundo tem um pouco. Devia pelo menos consultar a dona Nôra.

— Não sei.

— Eu fiquei viúva duas vezes. Eu sei o que eu estou dizendo. 


Meia hora depois

Na Casa de João Raul...

— Eu ouvi seu pai e dona Lilly conversando.

— Coisa feia, moço.

— A dona Lilly falou que ela e a Diana estão a sombra da sua vida.

— Mas agora eu sei quem é a Diana.

— A Nayane está fingindo ser a Diana.

— Pera, mas como a Nayane sabe coisa que só a Diana saberia? 

— Não sei, mas foi o que eles falaram. E tem mais. Ela acha que seu pai joga por saudades da viúva.

— Ela morreu antes... Faz sentido. Vou concordar com a dona Lilly.

— Será que ela não é sua mãe? O garoto é a sua cara.

— Por que uma mulher rica ia abandonar um filho?

— Já pensou uma Amaral com um filho fora do casamento?

— Faz sentido, Luan. Mas ela podia dizer agora.

— Agora que você já está criado e rico?

— Aí, moço. Quer saber eu vou falar com ela. — Ruaney chega:

— Falar com quem? Temos que passar aquela música.

— Verdade depois eu  vou. Você vai comigo Luan?

— Claro.


No Grupo Alaor Amaral...

— Uma pamonharia gourmet?

— Não é sensacional essa ideia?

— Tem duas na cidade. Quando o pai souber disso vai cortar suas asinhas. Me fala a verdade.

— Eu quero que a Janete vai embora da cidade.

— É isso mesmo? Ou você quer que ela termine com o meu cunhado?

— Lilly, é que... Aaaaaa... Eu não suporto vê-la com o Palhares. O que ele tem que eu não tenho?

— O passado.

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