No Zuzante...
— A Irene está querendo saber sobre a família do João Raul.
— Walmir, se o João Raul não se importar pode contar para ela. Eu confio na Irene. Na verdade eu acho que ela sabe. Foi a mãe do Gael que ajudou a minha mãe a fazer o parto do João Raul.
— Você acha que...
— Ela desconfia. Certeza. Mas é só isso que te preocupa?
— Esse contrato do Ruaney com o João Raul. O pior que fui eu que assinei.
— Mas o João Raul já é maior de idade.
— O contrato é para vida toda.
— Eu não assinei nada. Eu registrei ele no cartório. Se não, eu não conseguia pegar o ônibus com o menino no colo.
— Ele está registrado?
— Sim. Eu posso servir de testemunha e dizer que esse contrato com o Ruaney é abusivo. — Jacutinga ouve tudo e resolve agir. Ele coloca um bilhete embaixo da porta de Tino. Troca umas mensagens por telefone e vai na casa do João Raul.
Na Casa do João Raul...
— Jacutinga, fique a vontade. — Jacutinga entra. — O senhor aceita um café.
— Claúdio, obrigado. Mas gostaria de um copo de água fresca. Se não for muito incomodo.
— Claro que não. — Cláudio sai da sala. E João Raul pergunta:
— Veio me criticar?
— Eu vim lhe pedir desculpas. — João Raul se assusta. — Eu sou o sócio majoritário da Ruaney Music e deixei esse contrato vitalício acontecer. Eu posso te servir de testemunha e posso trocar o seu gerente de carreira também.
— Eu aceito o testemunho. Mas você não achou um abuso na época?
— Eu não li o contrato. Deixei isso com o Ruaney e me preocupei com as músicas.
Close na Talita...
— Taliters!!!! Furo de reportagem. Todo mundo sabe que o Ruaney era o sócio oculto da Brasileira. Agora o que não sabiamos é que o Ruaney tem um sócio oculto. Que detém 25% da Ruaney Music e o 50% do Jacutinga. Ele mesmo o autor de Garrei na Safada e irmão mais velho de Ruaney. Que bafo!
No Zuzanete...
— Olha isso, pai! Nós podemos tirar o Ruaney das empresas. Nosso contrato e com a Ruaney Music e não com...
— Dessa vez quem vai falar com o Ruaney sou eu!
Na casa de Nayane...
— Isso é verdade, Zangão.
— Zilá, é. Meu irmão nunca se meteu nessas coisas. Mas dessa vez foi o sócio oculto. E ele disse que vem para Bom Retorno conhecer o João Raul e tirar meu cargo na Alô Balada.
— E você conhece esse homem?
— Não. Só o Jacutinga conhece esse americano.
— Americano?!
Mais tarde...
Na Sala do Ruaney
— Seu Alaor?! O que faz aqui? Em que possar ajudar?
— O que você fez com João Raul?
— Eu fiz um contrato que era bom para o menino. Ele só tinha treze anos.
— Mas foi um contrato abusivo. Eu não posso deixar uma coisa dessas acontecer na minha empresa.
— Seu Alaor meu contrato com o João Raul é anterior ao nosso.
— Tem certeza disso?


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