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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Na Velocidade do Amor - Capítulo 18

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Nos Estados Unidos...

— O Júnior é um carro que tinha esse aerofólio diferenciado para aumentar a aerodinâmica do veículo. — João Raul:

— Ele estava testando esse carro? — Mr. Richardson:

— Não. Daquele carro só temos a miniatura. O nome daquele carro era Richard. Foi meu pai que projetou. Mas o carro estava quebrado. Ele tentou consertar e ele mesmo quis testar. Ele não estava correndo. Mas o freio não estava funcionando. 

Ele não parava de pensar em ti e na sua mãe. Seu avô nunca quis levar os pertences dele. — Richardson leva João Raul e Rena para sua sala. E do armário tira uma caixa. Abre e tira um porta retrato com a foto do ultrassom do João Raul. — Ele rezava todos os dias para que você nascesse forte e saudável. 

— Você pequenininho.

— Renan, acho que eu era mais bonitinho. — Eles riem. João Raul vê os diplomas, os prêmios, os carrinhos, a foto do casamento dos seus pais e uma carta. — É para minha mãe. Seu Richardson eu vou levar as coisas dele. 


No shopping...

— Você acha que minha mãe vai gostar desse?

— O verde escuro combina mais com ela.

— Verdade. Lilly, eu comecei a escrever a música para o álbum principal. Mas... Falta alguma coisa.

— Já pediu ajuda para o João Raul e o Jacutinga?

— Não. 

— Você e o João Raul não queriam gravar um álbum juntos? Essa é a hora. Metade das músicas foi o Jacutinga que fez com o João Raul, não foi?

— Foi. Eu acho que ele não aceitaria. 

— Se vocês me aceitarem como empresária de vocês. Eu convenço o Jacutinga e o Bara.


No Zuzanete...

— Aí, eu estou com tanto medo. E se alguma coisa der errado.

— Bara, o que vai dar errado? A comida já está pronta. As alianças estão na caixinha. 

— E se ela não aceitar. Zuzu, se ela não quiser casar?

— Você continuaria com ela?

— Claro!

— Então... Laga esse medo pra trás, homem!


No Romântica...

— Oi! Jacutinga!

— Oi! Luan! Que bom que você voltou de férias! O Bara te deixou isso. — Ele dá uma agenda para Luan.

— Eu vou ser o novo agente da Ruaney Music!

— Amaral Music! O Ruaney e o sócio secreto venderam a parte deles para o seu Alaor. E a Lilly vai dividir o agenciamento com o Bara.

— E a oficina dela?

— Ela contratou a prima do Leandro para cuidar da oficina.

— A Jaqueline?!

— Isso, eu tinha esquecido o nome dela. Eu não consigo terminar essa música.

— Posso ver? — Jacutinga entrega a folha. Luan lê. Pensa um pouco. — Essa história de amor é tua?

— Não é da Lilly e do pai do João Raul.

— A música só fará sentido se você souber o que ele sentia por ela 

— Luan, você tem toda razão.


No Zuzanete...

— Bara, que produção é essa?

— Gostou, Talitinha?

— Amei! Deixa eu filmar. — Ela filma a mesa e a decoração. — Pronto guardei na nuvem. 

— Talitinha, eu pedi pra Zuzu fazer Tiramisu.

— Hummm...


No Valmirene...

— Claúdio, esse Ivanildo fez isso com você?

— Fez Rosinha. É cada uma. Esse negócio de aplicativo não dá certo.

— Por que você não vai no forró?

— Eu não sei dançar. 

— Vai pra assistir. Tomar alguma coisa. Vamos?

— Eu vou ficar de vela?

— Uma vela temporária, aposto que você saí de lá com alguém.


Na casa de Naiane...

— O que você está olhando?

— Gael, olha o que a Dinda e a Mana compraram para a nenê? — Ela mostra o celular.

— Não é muita coisa?

— Elas compraram vários tamanhos. Gael, quem vão ser os padrinhos da nenê. Por que tem que ser uma madrinha maravilhosa igual a minha.

— Podia ser ela, mas a Laurinha estava até com gravidez simpática.

— A Laurinha e o Steban?

— Sim. Eu perguntei pra minha mãe. A santa da capela que casamos é Santa Catarina.

— Catarina, nome forte gostei. O que você acha?

— Lindo! Igual o nome da mãe.


No Zuzanete...

— Bara! Adorei tudo.

— Que bom! — Bara pega a caixinha, abre e faz o pedido: — Talitinha, quer casar comigo?

— Claro! — Os dois se beijam.


No Forró...

— Boa noite!

— Boa noite, dona Nôra!

— O que está fazendo aí sentado, Claúdio?

— Eu não sei dançar.

— Meu marido também não sabia. Eu conheci ele na quermesse de Bem querer. Ele era muito amigo do compadre, o pai da Zilá, sabe?

— Sei. — Gracinha chega:

— Oi dona Nôra! Posso sentar com vocês?

— Claro! O que aconteceu?

— Torci o pé, quando fui na cachoeira. E a Jaque queria tanto vir. E agora que ela está sozinha na oficina só fala de carro. — Nôra ri. Raysha chega:

— Dona Nôra, a senhora dança comigo?

— Claro! Filha, mas só uma que minha hérnia reclama. — Gracinha:

— Desculpa, nem me apresentei Gracinha.

— Eu sou o Cláudio. Muito prazer! — Ele beija a mão dela.


Nos Estados Unidos...

— Vocês tem mesmo que ir?

— Temos vó. Muito obrigado pela hospitalidade. João Raul, vou sentir tanto tua falta. — Ela abraça o neto.


No Zuzanete...

— Zuzu, o que aconteceu aqui?

— O Bara pediu a Talita em casamento. E você como foi lá?

— Muito bom. Vamos no cinema sábado. Ela é durona, mas ela me trata com tanto carinho. E hoje ela se abriu comigo. 

— Estão certinhos. Devagar se chega ao longe.


Na Rádio...

— Íris, eu percebi que você não tinha uma. — Ricardo entrega uma caneca.

— Obrigada. Você é o único nessa cidade que não me olha com censura. 

— E por que eu iria censurar?

— Porque eu fui uma golpista no passado.

— Não deixa o passado lhe dominar. Valorize quem está no presente.


Continua...

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