sexta-feira, 1 de maio de 2026

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Herança de Amor 2 - Capítulo 9

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Na Casa de Estela...

— O que você está fazendo aqui?

— Eu...

— Lilly, aconteceu alguma coisa?

— Eu soube que você vai para Amazônia.

— Vou sim. Você quer vir junto?

— Mais ou menos. Eu estava pensando se você podia me mandar umas histórias de lá.

— Histórias?!

— Sim. Eu queria tentar ser autora de rádio novela. Igual a dona Margarida.

— Entendi. Mando sim. Você vai continuar morando na casa dos Anjos?

— Não. Vou me mudar pra Pensão da Dona Margarida assim que a Zulma se casar com o Candinho.

— Você apoia esse casamento?

— Não.


Na Pensão...

— Pai, eu posso brincar com a minha irmã?

— A Luiza ainda é muito pequena. Joaquim, quando ela tiver maiorzinha vocês brincam.

— Eu fui na gravação do disco da minha mãe e cantei com as crianças.

— Que bom. Já quero ouvir esse disco.


Dias depois...

No Hospital

— Doutor Túlio, qual o estado da Zulma?

— Gravíssimo. Eu não sei se ela sobrevive esta noite.

— Ela foi minha inquilina por muitos anos. Nesses meses todos acabei me apegando a ela.

— Eu entendo, mas da parte médica eu fiz todo o possível.

— Que Deus tenha misericórdia dela.


Na Rádio Paraizo...

— Boa tarde! — Ele espera um tempo. — Boa tarde! — Ele grita. — BOA TARDE!!!

— Paulo, desculpa. Eu não me conformo da Carmem ter ido presa.

— Tales, você ficou sem a Lilly e sem a Carmem.

— Eu me sinto péssimo por ter sido enganado.

— Te entendo. Não quer ir comigo no Palácio Dançante?

— Me distrair um pouco. Seria bom.


Na Delegacia...

— Ernesto, a Zulma sofreu um acidente e se encontra no hospital.

— Ela não conseguiu casar com o Candinho. E não recuperou o filho. — Celso pergunta:

— Filho?!

— Celso, a casa dos Anjos não era um orfanato de verdade. Ela regularizou na prefeitura quando a Zenaide emprestou o nome. Faz uns 5 anos. Até então ela teve várias visitas da prefeitura. Se você me entende.

— Entendo. Mas onde entra o filho?

— Há sete anos atrás a Prefeitura levou todas as crianças para um orfanato. E um dos meninos era filho biológico da Zulma. O apelido dele era Teco ele aprontava todos com um outro menino o Tico.

— Nunca imaginei que a Zulma realmente fosse mãe. E ela não achou mais o menino?

— A dupla fugiu do outro orfanato e ninguém mais soube.


No Hospital...

— Dona Zulma!

— Teco, é você?

— Sou... Eu vi o acidente. 

— Teco, eu sou sua mãe de verdade. Eu sinto muito por todo mal que lhe fiz.

— Eu lhe perdôo.

— O que será das crianças que foram na rádio?

— Elas vão ser adotadas.


Na confeitaria...

— Dona Quitéria, o que a traz aqui.

— Eu conversei com um amigo e vamos comprar a confeitaria.

— Ah que bom! Deixa lhe mostrar a cozinha. — As duas entram na cozinha. — Um dos meus segredos é usar leite fresco para fazer os doces. E tenho um ótimo fornecedor.

— Essa cozinha é maravilhosa!


No Palácio Dançante...

— Paulo, parece muito animado por aqui.

— Tales, divirta-se. — Tales dança com Mirtes e Paulo com Francine. — A senhorita está mais bonita hoje.

— Obrigada. Você e seu amigo deveriam vir mais vezes por aqui.

— Nem sempre é possível. Tem muito trabalho na Rádio.


No Hospital...

— Lilly!

— Doutor Lauro, como ela está?

— Infelizmente... — Ela entra no quarto e vê Zulma morta. — Foi uma parada cardíaca, fizemos todo o possível...

— Eu sei doutor. É preciso avisar as crianças. — Estela diz:

— Eu posso avisar.

— Obrigada. Professora, seria muito pedir que traga o vestido que ela mais gosta?

— Claro que não! Eu trago.

— Zulma você vai ter um velório de princesa.


Na Casa da Baronesa...

— Magda me manda uma cartinha achando que vou ter pena e não agirei. Vai sonhando... — A baronesa queima a carta.


Próximo capítulo:

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