sexta-feira, 29 de maio de 2026

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Herança de Amor 2 - Capítulo 13

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Na Igreja...

— Então pra quem?

— Para minha irmã, a Mafalda.

— Aquela que fugiu com o ex-noivo?

— Ela mesmo. Ela teve filhos com ele. E precisava de dinheiro para ir ao Uruguai se casar com ele e garantir a segurança dos filhos.

— Entendi. Você deve contar isso para a sua mãe e pedir o perdão dela. 

— Quantas ave marias tenho que rezar?

— Sua penitência é contar a verdade para a sua mãe.


Na Pensão de Margarida...

— Lilly, foi você que escreveu um médico apaixonado?

— Foi. Deu para perceber?

— Sim, você escreveu a história do Túlio e da Estela.

— Não dá para colocar na rádio, não é?

— Dá sim. Mas eu preciso da autorização dos dois.

— Eu mando uma carta para ela. 

— Você acha mesmo que um amor se sustentaria sete anos por uma separação?

— Ele fica guardado. Não dá para se exigir uma fidelidade ou uma paixão. Mas o que foi vivido fica guardado. A senhora não lembra do que sentiu pelo seu falecido marido?

— Lembro. Se ele estivesse vivo...


Na Rádio Paraizo...

— Professor Miguel, dá onde o senhor tirou essas contas?

— Eu mesmo as fiz. Lilly, tinha umas revistas técnicas que ela trouxe do navio e ela ia jogá-las fora quando se mudou para pensão. Foi delas que tirei esses números.

— Eu vou conversar com os patrocinadores. Professor, se eles aceitarem. O senhor será o contador da TV Paraizo.

— Obrigado pela confiança, doutor Lúcio!


Seis meses depois...

Na TV Paraizo

— Boa noite, Telespectadores! Eu tenho a honra de inaugurar a Rede de Televisão Paraizo com transmissão para todo o sudeste brasileiro.


Dias depois...

Na Pensão

— Candinho, quero pedir a mão de Lilly em casamento.

— Ô rapaz, se ela gosta ducê. Eu não vou me opor. Doutô Eduardo, eu acredito muito no amor. E se tem amor se tem felicidade. Faça a Lilly feliz. E lembre: tudo o que acontece de ruim na vida da gente é para meiorá. 

— Obrigado. Vou fazê-la feliz. E construir uma família no amor. — Dona Margarida diz:

— Os noivos podem se beijar. — Lilly e Eduardo se beijam.


Na casa de Zenaide e Sabiá...

— Olha esse caso. Um homem morre misteriosamente uma semana após o casamento.

— Ele era rico?

— Sim. Dono de uma grande loja no centro da cidade.

— Ele pode ter sido envenenado.

— Envenenado?!

— Sabiá, lembra aqueles livros que a Lilly trouxe da casa de Ernesto?

— Lembro, inclusive estou lendo O conde de Monte Cristo.

— Dentre eles veio um livro sobre venenos. Eu escondi para o Cadu não ter acesso. Vou buscar. Zenaide busca o livro. — Aqui está.

— Essa página marcada aqui. — Ele abre e lê. — Ela ia usar esse veneno para matar o Ernesto. Pera! — Ele lê mais um pouco. — Pode ter sido esse veneno mesmo.

— Como era o nome daquela portuguesa que andava com a Sandra?


No Sítio Dom Pedro II...

— Quinzinho, consegui a verba para montar o posto médico.

— Cunegundes, que bom. Vai ser um progresso para Piracema.

— Quinzinho, eu nunca me imaginei na política.

— Nem eu! Paixão, você não vai perdoar o Quincas?

— Eu perdoei. Se a Mafalda tivesse me pedido eu teria dado. Mas o que eu queria mesmo era vê-la.

— Eu também queria. Conhecer meus netos.


No chiqueiro...

— Eles precisam ficar perto da mãe deles. Maroca, os animais também precisam de carinho. Principalmente os filhotinhos.

— Pai, posso dar nome para os porquinhos?

— Pode!

— A porquinha vou chamar de Maroquinha, o porquinho com a mancha preta Manchinha, o porquinho mais clarinho Heitor, aquele que não para de Prático e o quietinho de Cícero. E o que morreu de Saudoso.


No quarto de Jocastra...

— Maria Pureza, eu me decidi. Vou ficar com o seu pai. Mesmo ele ainda sendo casado com a sua mãe.

— Dona Jocastra, eu vou dizer uma coisa pra sinhora. Eu não sei mais em quem acreditar. Minha mãe vai simbora e não manda nem uma carta. Meu pai diz que ela morreu. Minha irmã mais velha foge de casa. E ninguém fala nada sobre ela. Só que ela se perdeu. Meu pai sempre muito bravo.

— Filha, seu pai teve que criar ucê e a Maria Divina sozinho. Perdoa os erros dele.


No quarto de Maria Divina...

— Mãe, chegou essa carta para a senhora. — Aladim entrega a carta para Maria Divina.

— Obrigada, fio. — Ela lê o envelope. E guarda em uma caixa.

— De quem é?

— Da minha irmã, Maria Misericórdia.

— A senhora não lê as cartas dela.

— Não tenho coragem.

— E se ela estiver contando algo grave?

— Esse é meu medo. Se você quiser pode ler.


Minutos depois...

— Tem certeza, Aladim?

— Tenho, Pureza. — Ela pega a caixa. Abre todos os envelopes para saber qual é o primeiro. Ela e Aladim leem todas as cartas desde 1950 até esta última de 1955.


No Palácio Dançante...

— Lourival, você está nos convidando para dançar na TV?

— Sim. Eu tenho uma participação. E posso promover alguns programas.

— Eu não consigo comprar nem o aparelho de tão caro, mas vou poder estar do outro lado da tela.

— Mirtes, Francine e Vermelho, eu quero fazer grandes apresentações musicais na TV.

— Lourival, vai ser um máximo.

— Eu gostaria mesmo de promover um festival...


Próximo capítulo:

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