sábado, 6 de junho de 2026

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Na Velocidade do Amor - Capítulo 4

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Depois do colapso dos computadores

No Zuzanete...

— Certo, seu quarto é o 3. Aqui está a chave. — Ele entrega as chaves para Pedro.

— Muito obrigado. — Pedro vai para o seu quarto. E Tino pergunta pra Zeca:

Você sabe quem ele é?

— Não.

— O jornalista que tem aquele blog: MLOG - Melodia, letras, óperas e gaitas. Ele também é um grande instrumentista. — Palhares chega.

— O que tem o Jacutinga?

— Não. Estou falando do autor do MLOG.

— É o Jacutinga.


Um dia antes da Canta Centro-Oeste

Na oficina mecânica...

— Chuva lavou os meus passos 🎶🎶🎶 — João Raul chega.

— Mãe! — Ela saí debaixo do Fusca que ela está consertando.

— Renan! Chegou ce... João Raul! Você me chamou de...

— Mãe. — Os olhos dela se enchem de lágrimas. — Eu pensei e quero conhecer minha família paterna. Mas eu quero ir com meu pai Walmir e com o meu irmão. Quero ficar mais perto do meu irmão. E fazer tudo isso antes de casar com a Naiane.

— Você vai mesmo casar com ela?

— É o certo.

— Vocês não se amam. Vai ficar que nem eu e o Reginaldo. 

— Que Reginaldo?!

— Reginaldo e seus teclados. Ele namorou comigo antes deu conhecer o pai do Renan. Ele só queria saber de estar nas revistas dos ricos e famosos. Só pensava nisso. Fazia de tudo para chamar atenção dos Paparazzi. Mas não sabia nem minha cor favorita.

— Eu achei que você ia dizer que ela é minha prima.

— Ela é, mas de segundo grau. Meus pais faleceram eu tinha 3 anos. E fui criada pelos meus tios: Branca e Alaor. Se quiser usar isso para terminar com ela sem machucá-la.

— Eu amei mesmo a Agrado.

— E por que está perdendo tempo com a Naiane?

— Talvez nunca mais eu ame alguém na vida.

— Você é muito novo para dizer isso. Eu casei duas vezes. E quase casei mais duas.

— Novo. A senhora que está nova.

— Obrigada. Meu filho, não case sem amor.

— Eu vim lhe convidar para o noivado.

— Eu não vou. Ela ama o engajamento e você se apegou a ideia de que está certo.


No dia seguinte a Canta Centro-Oeste

Na casa de Nôra...

— Posso falar com o João Raul?

— Como... Entra! — Lilly entra na casa de Nôra.

— Mãe! — João Raul abraça ela. — Você e meu pai sabiam. Por que não me disseram?

— O segredo não era meu. E a Agrado ser a garota do seu passado ou não. Não muda o que você sentiu por ela.

— Não mesmo... Agora eu estou com raiva.

— Se junta com o Jacutinga e faz umas músicas para gastar essa raiva.

— Boa! Vou ligar para ele.

— Ele está no Zuzanete.


Meia hora depois

No Zuzanete...

— João Raul!

— Oi Zeca, eu vim falar com o Jacutinga.

— Quarto três.

— Licença. — João Raul sobe em direção dos quartos.

— Pai?!

— Lilly, vou morar aqui.

— Mandou reformar a casa?

— Não. Me desentendi com a Naiane. 

— Mas aquela mimada vai me ouvir. — Ela sai furiosa.

— Minha fi... Já foi!


No Quarto do Jacutinga...

— Entra!

— Obrigado.

— Como descobriu que eu estava aqui?

— A Lilly me contou. Eu quero compor.

— Bora! — Jacutinga começa uma melodia no teclado.


Meia hora depois

Na Mansão de Naiane...

— Tia! Quer uma pamonha?

— Não. Eu quero entender o que aconteceu entre você e seu avô?

— Ele disse que minha mãe estava errada queria me separar dela. E a mansão é minha.

— A mansão está no seu nome. Quem paga as contas dela é a Alô Balada. Seus vídeos não pagam nem os funcionários. Se eu comprar essa mansão de você. Em pouco tempo esse dinheiro acaba.

— Tia?!

— Sua mãe errou sim. Te dando o que você queria na base da chantagem. 

— Tia, eu fiz por amor.

— Mas errou. Assuma seu erro. A Internet vende uma vida perfeita. Mas a vida não é assim. Mesmo que você diga que errou por amor. Que você não sabia que a voz era da Eduarda que você pensou que foi a inteligência artificial que modulou a sua voz. Mas que você sabia da história do pai da Agrado, você sabia. 

— Sabia...

— Nem sempre os fins justificam os meios, mas sempre os meios justificam os fins. Você queria ficar com a fama do João Raul, mas agora está sem ele. 

— Eu não terminei com ele.

— Mas deveria. Você gosta mesmo é do Gael.

— Tia... Eu não... A senhora tem razão.

— Vamos resolver isso? Ir pelos meios corretos?

— Sim. E a minha mãe?

— Ela errou também. Por amor a você. Sim. Mas errou. E a senhorita vai pedir perdão para o seu avô. Ele cuidou de você como uma filha.

— Tia. Eu vou mudar. Pelo João Raul eu vou melhorar.

— Você tem que mudar por você. Você precisa se amar. Se amar de verdade, não forçar uma auto estima.


 Continua...

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